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Economistas veem PIB firme no início do ano, mas divergem sobre ritmo

PIB cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, com expansão disseminada e apoio de consumo, investimentos e estímulos, mas persiste a expectativa de desaceleração no segundo semestre

Economistas avaliam que atividade econômica do 1º trimestre mostrou resiliência
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  • O PIB do Brasil cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026, indicando início de ano mais forte do que o esperado pelo mercado.
  • Desempenho foi disseminado entre agropecuária, indústria e serviços, com recuperação do consumo e dos investimentos.
  • Economistas destacam a resiliência da economia mesmo com juros elevados, impulsionada pela força do mercado de trabalho, renda em alta e estímulos fiscais.
  • Há expectativa de revisão para cima das projeções oficiais por conta do resultado, segundo especialistas.
  • Ainda há sinais de desaceleração no curto prazo no 2º semestre, com o custo do crédito e a Selic em 14,75% pesando sobre a atividade.

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme o IBGE. O resultado mostrou expansão em agropecuária, indústria e serviços, com recuo na recessão da demanda externa. O avanço também incorporou recuperação do consumo e dos investimentos.

Analistas destacam a resiliência da economia mesmo com juros elevados. O mercado de trabalho se mantém vigoroso, a renda avança e os estímulos fiscais ajudam a sustentar a demanda interna, segundo especialistas ouvidos pelo Portal.

Entre os reactedos, aponta-se que o desempenho reforça a visão de que a atividade começou o ano mais forte que o esperado. O governo afirma que medidas de apoio contribuíram, mas o cenário fiscal é um ponto de atenção para o futuro.

Mercado vê atividade resiliente

Mariana Rodrigues, da SulAmérica Investimentos, disse que o resultado interrompe a fase de quase estabilidade e pode levar o BC a revisar projeções. Ela aponta viés de alta para a atividade.

Carlos Lopes, do BV, avaliou que o crescimento teve mais qualidade pela força da demanda doméstica e do investimento privado. A poupança de famílias também sustentou o consumo.

A Fiesp destacou a contribuição da indústria para o avanço trimestral e manteve a projeção de crescimento de 1,9% para o PIB em 2026. A percepção é de que o impulso vem principalmente de fatores internos.

Economistas esperam desaceleração

Roberto Dumas, da GCB, disse que o desempenho também reflete medidas de estímulo, com efeitos potenciais sobre juros e risco fiscal no curto prazo. A avaliação é de boa notícia para a economia real, ainda que estimulada.

André Caruso, da Pilar Capital, viu melhoria no setor imobiliário, mas destacou o custo do crédito como fator de cautela para o ritmo nos próximos meses. O conjunto de dados indica uma janela de oportunidade, porém com prudência.

A projeção média para comparação com o mesmo período de 2025 mostrou alta de 1,8%. Alguns especialistas sinalizam desaceleração no segundo semestre, diante da Selic de 14,75% ao ano.

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