- O EFG International está expandindo a equipe nas Américas, com foco no Brasil e no sul da Flórida, para atrair clientes ricos.
- No ano passado, o patrimônio sob gestão na região cresceu com entradas de US$ 4 bilhões, segundo Sanjin Mohorovic, presidente da EFG Capital em Miami.
- O Brasil representa cerca de 20% dos US$ 30 bilhões geridos pelo EFG nas Américas, e clientes latino-americanos respondem por mais de 12% dos US$ 239 bilhões globais sob gestão.
- A empresa contratou cinco pessoas nos últimos 12 meses em seus escritórios no Brasil (São Paulo e Rio) e segue com recrutamentos, além de ampliar presença no Panamá e no sul da Flórida.
- Em março, o setor brasileiro de private banking somava ativos sob gestão de R$ 2,74 trilhões, com crescimento de 4% desde dezembro; o grupo visa 50 a 70 contratações de gerentes de relacionamento por ano nas Américas.
O EFG International, boutique suíça de private banking, amplia sua equipe dedicada às Américas, com foco no Brasil e no sul da Flórida. A empresa opera com cerca de 300 profissionais e pretende ampliar a atuação junto a clientes de alta renda.
Dados internos, obtidos por meio de entrevistas com a liderança, apontam que o patrimônio sob gestão de clientes americanos cresceu rapidamente no último ano, com ingresso de bilhões de dólares. A região já representa parcela relevante do total global.
Segundo a liderança, os clientes latino-americanos respondem por mais de 12% dos 239 bilhões de dólares sob gestão do grupo. No Brasil, o espaço para crescimento é considerado estratégico, respondendo por cerca de 20% dos 30 bilhões geridos nas Américas.
Expansão e foco regional
A companhia mantém booking-centers em Miami, Londres, Zurique e Genebra, sem oferecer serviços locais de private banking na América Latina. A estratégia é atrair fortunas da região para investimentos internacionais, incluindo imóveis no sul da França e na Suíça.
A equipe na América do Sul recebeu reforços nos últimos 12 meses, com três contratações no Brasil, distribuídas entre São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo é ampliar a rede de relacionamento e ampliar ofertas locais de crédito e gestão patrimonial.
Estrutura no Brasil e metas de crescimento
Marcelo Cavalcanti comanda o EFG Bank no Brasil, coordenando as unidades de São Paulo e Rio. O plano envolve continuidade de contratações e expansão de atuação, já ampliada com nova atuação em Miami. Em Genebra, another executivo passou a liderar o crescimento para as Américas.
A depender do mercado, o grupo mira ampliar de 50 a 70 gerentes de relacionamento por ano, com até 15% dessas contratações na região das Américas. A meta de crescimento de novas fortunas fica entre 4% e 6% dos ativos sob gestão.
Panorama de atuação e serviços
No Brasil, o peso da riqueza ainda está fortemente concentrado em mercados locais, o que cria oportunidades de diversificação. O setor de private banking brasileiro contava com ativos de cerca de 2,74 trilhões de reais em março, segundo a Anbima, com alta de 4% desde dezembro.
Além de Brasil, o EFG mantém operações em Lima, Bogotá, Punta del Este e um hub no Panamá, com mais de 20 funcionários, além de bases nas Ilhas Cayman e Bahamas. A empresa opera também em Miami com serviços de assessoria de investimentos e corretagem.
A companhia ressalta oferecer consultoria de investimentos, crédito, financiamento imobiliário, planejamento patrimonial e proteção de ativos para indivíduos e family offices, buscando ampliar a presença no sul da Flórida e no Panamá.
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