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Empresa cubana de grande porte beneficia militares e agrava crise alimentar

Gaesa controla recursos e monopólio alimentar, agravando a crise de alimentos em Cuba e ampliando a dependência de importações no país

Urgência: miséria extrema pressiona por mudança mais rápida em Cuba do que na Venezuela // (Magdalena Chodownik/Anadolu/Getty Images)
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  • O Gaesa, Grupo de Administração Empresarial S.A., é a holding cubana que controla atividades geradoras de divisas, incluindo turismo, comércio exterior e missões médicas no exterior, segundo o Food Monitor Program.
  • Cuba importa oitenta por cento da comida que consome; a produção agrícola caiu setenta e seis por cento nos últimos cinco anos, conforme o mesmo observatório.
  • O Gaesa foi criado nos anos noventa para gerar recursos para as Forças Armadas Revolucionárias e hoje é descrito como um Estado paralelo, dominado por cerca de quinze pessoas, com a general Ania Guillermina Lastres à frente.
  • O texto aponta que o Gaesa terá voz importante em negociações com os Estados Unidos, mas não esclarece quais seriam os objetivos americanos.
  • A matéria sustenta que pressões dos Estados Unidos fazem parte de um plano regional alegadamente ligado ao governo de Donald Trump, visando reduzir a influência de adversários e controlar organizações criminosas.

O Gaesa, Grupo de Administração Empresarial S. A., é a maior empresa de Cuba. Ele funciona como uma holding ligada às Forças Armadas Revolucionárias, com controle sobre atividades que geram divisas, incluindo turismo, comércio exterior e missões médicas no exterior.

O conglomerado acumula bens avaliados em 17,9 bilhões de dólares e opera com elevada transparência. Observatórios dizem que o Gaesa orienta a exportação de recursos naturais para gerar divisas e detém o monopólio da importação e distribuição de alimentos.

Essa concentração de poder acontece em meio a uma produção interna de alimentos considerada baixa. Cuba importa 80% do que consome; nos últimos cinco anos, a produção agrícola teria recuado cerca de 67%.

Gaesa: estrutura e alcance

O Gaesa foi criado nos anos 1990 para sustentar as Forças Armadas e expandiu-se desde então. Especialistas descrevem um Estado paralelo, dominado por cerca de 15 pessoas. A gestão central está sob a general Ania Guillermina Lastres, com Raúl Castro mantendo influência significativa.

A organização já envolve quase todas as atividades geradoras de dólares no país. Entre elas, turismo, comércio exterior e as missões médicas enviadas ao exterior, destacando o peso estratégico do grupo sobre a economia.

Contexto econômico e pressões externas

Analistas apontam que Cuba enfrenta pressão externa agravada pelo bloqueio de combustíveis. Pergunta frequente é o que os Estados Unidos buscam com negociações, incluindo possíveis aberturas sem alterações estruturais.

Observadores destacam que a diferença entre mudanças graduais e reformas profundas ainda não está clara. O debate envolve o papel do Gaesa na economia e a necessidade de transição para aliviar o consumo da população.

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