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Fazenda mantém previsão de PIB de 2,3% neste ano após aceleração no 1º trimestre

PIB de 2,3% neste ano permanece após 1º trimestre de aceleração; indústria puxou o crescimento, serviços e agropecuária ficaram aquém, exportações recuaram

Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília
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  • A Fazenda manteve a previsão de PIB de 2,3% para este ano, mesmo após aceleração no 1º trimestre.
  • O IBGE informou crescimento de 1,1% do PIB no 1º trimestre.
  • A projeção aponta desaceleração nos dois trimestres seguintes e recuperação no quarto trimestre, puxada pela indústria.
  • No 1º trimestre, a indústria surpreendeu positivamente; serviços e agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado.
  • Exportações recuaram e as importações cresceram no período, com a absorção doméstica sendo o principal motor do crescimento.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda manteve a previsão de crescimento do PIB em 2,3% neste ano, após aceleração no primeiro trimestre. A previsão foi anunciada nesta sexta-feira, com base em dados recentes.

O PIB iniciou o ano em ritmo de aceleração, com alta de 1,1% no 1º trimestre, conforme o IBGE. A recuperação veio sustentada pela demanda interna, apesar de efeitos externos limitados.

A pasta projeta desaceleração nos dois próximos trimestres, 2º e 3º, em razão do caráter temporário de políticas públicas e da desaceleração do crédito. No 4º trimestre, a expectativa é de retomada, impulsionada pela indústria e pela redução da Selic.

Segundo a Fazenda, houve desempenho heterogêneo no 1º trimestre: a indústria teve surpreendente crescimento, enquanto serviços e agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado. Exportações recuaram e as importações subiram, elevando a participação da absorção doméstica no crescimento.

Dados de referência indicam visão externa menos favorável. O Banco Central projeta alta de 1,6% para o ano, enquanto o Focus aponta PIB de 1,89%. Os números da Fazenda convergem com o cenário de recuperação gradual.

A secretaria enfatizou que o resultado do 1º trimestre veio marginalmente acima do estimado, com mudanças na composição setorial do crescimento. O impulso principal veio do consumo das famílias e da indústria, compensando fraquezas em outros setores.

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