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Fim da taxa da blusinha pode reduzir competitividade, diz Flávio Rocha

Fim da taxa das blusinhas acende alerta de competição desigual para o varejo brasileiro, aponta Flávio Rocha, aumentando pressão sobre indústria nacional

Rafael Furlanetti, apresentador da CNN Brasil e Flávio Rocha, presidente da Riachuelo
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  • O governo zerou a cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50, encerrando a chamada “taxa das blusinhas”.
  • Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, afirma que o fim da taxa ameaça a competitividade da indústria brasileira.
  • O comércio internacional de roupas cresceu nos últimos anos, passando de 0,5% do varejo têxtil antes da pandemia para cerca de 25% hoje.
  • Rocha defende igualdade tributária para empresas, criticando a carga tributária efetiva e dizendo que o peso dos impostos recai sobre a economia formal, acima de 32%.
  • Ele aponta gastos públicos crescentes e aumento de ações trabalhistas no Brasil, destacando que, no último ano, 3 milhões dos 4 milhões de processos trabalhistas no mundo ocorreram no Brasil.

O fim da chamada “taxa das blusinhas” começou a provocar debates no varejo brasileiro. Segundo Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, a extinção da cobrança federal sobre importações de até US$ 50 pode criar uma desvantagem competitiva para empresas nacionais. Ele alertou que o Brasil pode se tornar mais desprotegido frente a mercados internacionais.

Rocha ressaltou o crescimento das compras cross-border no setor têxtil, que antes representavam 0,5% do varejo brasileiro e hoje chegam a cerca de 25%. Em sua avaliação, a diferença de carga tributária entre importados e produtos nacionais gera uma disputa desigual para o segmento.

A entrevista aborda ainda o peso do gasto público no Brasil e a relação com juros e impostos. O empresário afirmou que a tributação efetiva seria maior do que os 32% divulgados, sob o argumento de que o imposto recai principalmente sobre a parcela formal da economia, o que, na visão dele, distorce a competitividade.

Desafios fiscais e reformas

Rocha utilizou uma analogia para explicar o cenário econômico: a carruagem estatal puxa a sociedade, que depende da força de tração para competir. Segundo ele, o gasto público tem crescido de forma expressiva nos últimos anos e impacta indicadores como juros e carga tributária.

O dirigente também mencionou o aumento de ações trabalhistas no Brasil, citando dados sobre processos registrando no país. Ele afirmou que decisões judiciais teriam enfraquecido avanços promovidos pela reforma trabalhista e que parte dos progressos civilizatórios estaria sendo desfeita.

O programa Hot Market, com a participação de Flávio Rocha, encerra a temporada neste domingo, às 23h15, pela CNN Brasil, com reprise na segunda-feira, às 19h, no CNN Money.

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