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Fusão cria empresa de conservação e transporte de arte com meta de 80%

Fusão entre Clé e ArtQuality cria a Clé Chenue do Brasil, com investimento de R$ 17 milhões, integrando armazenagem, conservação e transporte de arte, visando 80% de crescimento em cinco anos

Diogo Mantovani, CEO da Clé: 'O Brasil tinha mercado, museus grandes e coleções relevantes, mas ainda estava muito distante do padrão técnico internacional de conservação' (Divulgação)
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  • A fusão entre a Clé e a ArtQuality formaliza a criação da Clé Chenue do Brasil, unindo armazenamento, conservação e transporte de arte em uma única operação.
  • O investimento de R$ 17 milhões inclui a inauguração de um espaço de reserva técnica de 2.000 m², em São Paulo, para ampliar a capacidade.
  • A nova estrutura deve oferecer monitoramento remoto de temperatura e umidade, câmeras para colecionadores e espaços de trabalho anexos aos acervos.
  • A integração já ocorria na prática há anos, com as empresas atuando juntas e atendendo clientes em conjunto, agora sob uma marca única.
  • A expectativa é crescer 80% nos próximos cinco anos, impulsionada pela expansão do mercado de arte brasileiro e pela demanda de colecionadores privados.

A fusão entre as empresas Clé e ArtQuality cria a Clé Chenue do Brasil, dedicada à conservação, armazenagem e transporte de obras de arte. O investimento de 17 milhões de reais viabiliza a inauguração de uma reserva técnica de 2.000 m² em São Paulo. A operação integrada mira expandir serviços para museus, galerias e colecionadores privados.

Após atuação conjunta desde 2017, as companhias passam a operar sob uma única marca. A nova estrutura busca reduzir a fragmentação, oferecendo logística, embalagem, transporte, conservação e catalogação em uma única interlocutora. A mudança acompanha o crescimento do mercado nacional.

A Clé Chenue do Brasil amplia a capacidade instalada com monitoramento remoto de temperatura e umidade. Também implantará câmeras individuais para colecionadores e espaços de trabalho conectados aos acervos. O objetivo é garantir padrões técnicos internacionais no país.

A origem da iniciativa remete a grandes exposições internacionais realizadas no Brasil entre 2012 e 2013, quando a logística de obras passou a exigir estruturas de conservação locais. A parceria com a firma francesa André Chenue abriu caminho para a reserva técnica nacional.

O novo espaço em São Paulo pretende manter temperatura perto de 20 °C e umidade relativa em torno de 50%. Esses parâmetros são adotados para reduzir fungos, pragas e danos às obras. A empresa já trabalha com clientes como museus, galerias, bancos e colecionadores.

A expectativa é crescer 80% nos próximos cinco anos, impulsionada pela demanda de colecionadores privados e pela expansão do mercado de arte brasileiro. A fusão ocorre em um momento em que o setor registra crescimento significativo no país.

O papel da reserva técnica no cenário brasileiro

Boa parte dos museus do Brasil enfrenta dificuldades para manter reservas técnicas próprias. Dados do Conselho Internacional de Museus indicam que 63% dos museus da América Latina têm condições inadequadas de armazenagem.

A terceirização da armazenagem pode liberar espaços nobres para exposições, lojas e áreas de convivência, além de reduzir custos operacionais. A nova estrutura pretende oferecer áreas de trabalho anexas aos acervos, facilitando a atuação de conservadores.

Como funciona a reserva técnica de arte

As obras chegam em caixas de madeira protegidas e passam por climatização antes de serem armazenadas. Com a fusão, a Clé Chenue do Brasil amplia serviços para transporte especializado, fabricação de caixas, catalogação, fotografia técnica e apoio ao restauro.

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