- O empresário Luciano Hang, dono da Havan, disse nas redes sociais que o fim da escala 6×1 pode acelerar a ruína do país e reforçou a ideia da escala 4×3.
- A fala ocorreu após a Câmara dos Deputados aprovar o novo regime de trabalho, em um debate que ganhou destaque na sexta-feira.
- Hang repostou um vídeo do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) e afirmou que, se for para “quebrar o país”, que seja rápido, citando impactos na economia.
- Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele estimou queda de 15% a 20% nas redes Havan com a nova escala, atribuindo pressão inflacionária e tributária aos preços.
- O empresário afirmou que fim da escala 6×1 prejudicaria empregos, aumentaria a informalidade e estimularia investimento em outros países, como o Paraguai, defendendo liberdade de escolha de horas e dias de trabalho.
O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, lançou uma projeção crítica ao fim da escala 6×1. Em vídeo postado no Instagram, ele sugeriu uma mudança ainda mais radical para a escala “4×3” para acelerar a crise econômica, segundo ele, no intuito de evidenciar impactos graves da medida.
A postagem contou com a repercussão de Paulo Bilynskyj (PL-SP), que repostou o conteúdo. A discussão acompanha a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um novo regime de trabalho na semana anterior, dia 28, configurando o debate sobre jornadas e salários no país.
Hang afirmou que, se a nova regra for implementada rapidamente, o Brasil veria consequências negativas como falência de empresas, retração de empregos e aumento da informalidade. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele estimou que a escala 4×3 poderia elevar a pressão inflacionária e a carga tributária sobre o consumidor.
Segundo o empresário, a mudança afetaria principalmente pequenos e médios negócios, com reflexos diretos sobre preços de bens e serviços. A projeção dele aponta para impactos de 15% a 20% no desempenho financeiro das redes de varejo que operam com a atual escala.
A posição de Hang gerou atrito entre apoiadores de flexibilização da jornada e setores que defendem regras mais estáveis. Em discurso público, ele associou a aprovação de propostas de curto prazo a riscos para o ambiente produtivo do Brasil.
Contexto legislativo recente aponta para um acalento de debates sobre longevidade, produtividade e custos trabalhistas. Críticos da pauta argumentam que mudanças abruptas podem elevar custos para empregadores e reduzir a demanda por mão de obra formal.
Especialistas destacam a necessidade de acompanhar impactos setoriais, incluindo inflação, competitividade e competitividade fiscal. O tema segue em pauta no Congresso, com desdobramentos a depender de votações futuras e de eventuais ajustes.
O movimento de empresários e parlamentares envolve, ainda, disputas políticas durante o período eleitoral. Observadores ressaltam a importância de separar avaliação econômica de estratégias eleitorais, mantendo o foco em dados e efeitos práticos para o emprego.
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