- Nasdaq subiu oito por cento em maio, impulsionado pelo ciclo de IA.
- Nikkei-225 avançou dezasseis por cento no mês, atingindo recorde ao superar sessenta e cinco mil pontos pela primeira vez.
- Ibovespa caiu sete por cento em maio, a sétima semana de perdas, apontando o pior desempenho mensal em mais de três anos.
- Dólar comercial subiu 1,83 por cento no mês, e o real ficou mais fraco frente ao dólar, com fluxos externos ligados ao ambiente global.
- O avanço de Wall Street e o ciclo de tecnologia puxaram os mercados internacionais, enquanto fatores locais brasileiros — incertezas eleitorais, risco fiscal e juros elevados — pesaram sobre a bolsa brasileira.
A bolsa brasileira encerrou maio em queda, repetindo a sequência negativa da última semana. O Ibovespa caiu 7% no mês, o pior desempenho desde fevereiro de 2023 e sob forte influência do ambiente externo e de fatores locais.
Enquanto os índices de Nova York mostraram forte recuperação, o Nasdaq registrou avanço de 8% no mês, impulsionado pelo setor de tecnologia e pela temporada de balanços do primeiro trimestre. O rali da IA sustentou ganhos relevantes nas empresas de tecnologia.
O Nikkei-225, do Japão, liderou as altas globais em maio com ganho de 16%, estimulando-se pela exposição a tecnologia e por perspectivas locais. O índice atingiu recordes e ampliou o ganho do ano, que já beira 32%.
A diferença entre mercados ficou evidente na composição de retornos. O impulso tecnológico nos EUA também levou o dólar a se sustentar, enquanto o peso relativo ao iene ajudou exportadores japoneses. Em meses recentes, a força dos EUA pesou sobre emergentes.
No Brasil, o recuo do Ibovespa se acentuou na segunda metade de abril e ganhou contornos de tendência em maio. A influência externa do rali global de tecnologia contribuiu para a saída de fluxo de capitais de mercados emergentes.
Entre os fatores locais, crescem incertezas eleitorais, risco fiscal e juros elevados. A Selic continua em patamar restritivo, reduzindo a atratividade de renda fixa frente a outras opções de investimento.
Ao mesmo tempo, o diferencial de juros não funciona mais como gatilho de entrada de recursos no país. O dólar teve alta de 1,83% no mês, refletindo a retirada de fluxo da bolsa e o cenário doméstico mais complexo.
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