- A inadimplência em operações de crédito do setor financeiro atingiu 4,44% em abril, puxada pelas pessoas físicas.
- O índice renovou o patamar recorde da série histórica, iniciada em março de 2011.
- Os dados são do Banco Central e antecipam efeitos da renegociação de dívidas no âmbito do Desenrola Brasil 2.0.
- O Desenrola Brasil 2.0 foi lançado pelo governo Lula em 5 de maio.
A inadimplência em operações de crédito do setor financeiro atingiu 4,44% em abril, puxada principalmente pelas pessoas físicas, e renovou o recorde da série histórica iniciada em março de 2011. Os dados são do Banco Central (BC) e antecipam os efeitos da renegociação de dívidas prevista pelo Desenrola Brasil 2.0.
O BC informa que parte do aumento decorre da perspectiva de renegociação de dívidas, associada ao programa, mas não teria sido preponderante para o patamar de abril. A instituição destaca ainda que o cenário envolve fatores conjunturais do crédito ao consumo.
O relatório do BC mostra que a trajetória de inadimplência segue pressionada por condições de renda e endividamento de famílias, ainda mais em segmentos de crédito pessoa física. O indicador não considera ainda impactos diretos do Desenrola 2.0, lançado pelo governo em 5 de maio.
Contexto do Desenrola Brasil 2.0
Ao anunciar o programa, o governo federal planeja renegociar dívidas com bancos e instituições financeiras, buscando reduzir inadimplência e estimular o endividamento responsável. A expectativa é que a medida altere o perfil de crédito no curto prazo, conforme avaliação de analistas.
Economistas lembram que a inadimplência não se reduz apenas com renegociação e envolve fatores como renda, inflação e juros. O BC segue monitorando a evolução do crédito e a qualidade da carteira das instituições financeiras.
Entre na conversa da comunidade