- O Indicador de Incerteza Econômica da FGV recuou 6,3 pontos em maio, para 110,9 pontos, após dois meses de alta.
- Na média móvel trimestral, o indicador subiu 1,7 ponto, ficando em 114,4 pontos.
- O componente Mídia caiu 8,5 pontos em maio, para 109,8 pontos, contribuindo negativamente com 7,4 pontos no resultado.
- O componente Expectativas subiu 4,9 pontos no mês, para 110,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024, contribuindo positivamente com 1,1 ponto.
- A queda da incerteza foi associada ao cessar-fogo temporário na guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que reduziu as instabilidades percebidas pelo debate público sobre economia.
O Indicador de Incerteza Econômica (IIE-Br) recuou em maio após dois meses de alta, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O índice caiu 6,3 pontos, fechando em 110,9 pontos. Já a média móvel trimestral subiu 1,7 ponto, para 114,4 points, mantendo a tendência de alta.
A queda do IIE-Br foi puxada pela redução do componente Mídia, que mede a incerteza a partir da análise de textos sobre economia na imprensa e no meio digital. O recuo do mês foi de 8,5 pontos, para 109,8 pontos, com participação negativa de 7,4 pontos no resultado agregado.
Por outro lado, o componente Expectativas, que capta a dispersão das projeções macroeconômicas, avançou 4,9 pontos no mês, para 110,8 pontos. Este movimento representa o maior nível desde dezembro de 2024 (117,7 pontos) e contribuiu positivamente em 1,1 ponto para o IIE-Br.
Composição do Indicador
A leitura de maio mostra a leitura da Mídia em queda e a de Expectativas em alta, refletindo a leitura de cenários externos e impactos no Brasil.
Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre, explica que a mudança no IIE-Br está relacionada ao fim temporário do conflito envolvendo Irã, EUA e Israel, que reduziu a volatilidade observada no debate público sobre economia. Ela ressalta que, embora a incerteza pela Mídia tenha recuado, as Expectativas seguem elevadas devido a fatores externos que afetam a economia nacional.
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