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Investir apenas no Brasil pode sair caro no longo prazo, diz consultor

Consultor recomenda investir pelo menos vinte por cento do patrimônio no exterior para reduzir a exposição ao real e buscar ganhos em moeda forte

Evento do Inter sobre investimentos no exterior — Foto: Divulgação
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  • Fábio Fares afirma que concentrar patrimônio no Brasil, que representa menos de 1% do mercado global, pode custar caro e é arriscado.
  • O recomendado é alocar pelo menos 20% do patrimônio fora do país, com possibilidade maior conforme o perfil do investidor; investir de forma regular, independentemente do câmbio.
  • Dados indicam ganhos dolarizados de 14% ao ano nos EUA nos últimos 30 anos, frente a 5% no Brasil e 4,5% na China.
  • O Inter já tem mais de 1 milhão de investidores com conta no exterior; ETFs são a preferência de mais da metade dos ativos mais investidos, com acesso a 50 fundos internacionais pela plataforma Allfunds.
  • Além da proteção, é sugerido estruturar planejamento sucessório e tributário em múltiplas jurisdições e buscar diversificação por meio de fundos globais e renda fixa internacional.

Investir apenas no Brasil pode encarecer o longo prazo para os investidores, dizem especialistas. Em evento realizado pelo Inter em São Paulo, Fábio Fares, da Sympathya Advisory, alertou sobre a concentração de patrimônio no país e a necessidade de proteção contra a inflação do real.

Segundo Fares, 97% do patrimônio dos brasileiros está em ativos nacionais, enquanto o Brasil representa menos de 1% do mercado global. Essa exposição ampla ao real pode aumentar riscos se a carteira não diversificar. A prova é que renda e bens já estão fortemente atrelados ao câmbio.

O encontro reuniu gestores e executivos para discutir estratégias de proteção cambial e diversificação. A ideia central é que investir no exterior não é apenas opção de luxo, mas uma prática de gestão de risco para quem quer exposición internacional.

Diversificação não exige mudanças abruptas. Com aplicativos, é possível investir no exterior de forma simples, ampliando opções de proteção e retorno em cenários de inflação. O objetivo é reduzir a dependência do real na carteira.

A recomendação de Fares é ter pelo menos 20% do patrimônio fora do Brasil, ajustando conforme o perfil de cada investidor. Um erro comum é aguardar uma cotação cambial favorável para agir; a prática regular é mais eficaz.

Andrey Nousi, da Nousi Wealth e ex-vice-presidente do JPMorgan, destacou a importância de planejamento sucessório e tributário antes que o acúmulo de valores gere perdas. A orientação é buscar especialistas em várias jurisdições.

Outra motivação para investir no exterior é o desempenho histórico. Dados citados apontam retornos anuais médios de 14% nos EUA nos últimos 30 anos, frente a 5% no Brasil e 4,5% na China, quando dolarizados.

Felipe Marcilio, da área de investimentos globais do Inter, afirmou que o brasileiro já está em um novo estágio: não basta querer investir lá fora, mas definir quanto do patrimônio deve ficar no exterior. O banco já tem mais de 1 milhão de investidores com conta no exterior.

Na plataforma do Inter, os ETFs lideram as escolhas. Mais de metade dos ativos mais investidos nos EUA são fundos de índices. Além de ETFs, crescem aportes em fundos de gestoras globais e em renda fixa internacional, como títulos do Tesouro americano.

Para ampliar o acesso, o Inter firmou parceria com a Allfunds, expandindo a oferta para 50 fundos internacionais de gestoras como BlackRock e Pimco, disponíveis via aplicativo. A novidade facilita a diversificação para clientes de diferentes perfis.

O recado para quem ainda hesita é manter disciplina. Marcilio ressaltou que a consistência da exposição permanente supera o “momento de entrada”. A regularidade é apontada como fator decisivo para o desempenho ao longo do tempo.

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