- Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, disse que é prematuro concluir que as taxas vão subir.
- Ele defende manter todas as opções abertas e continuar acompanhando os dados e o desenrolar do conflito no Oriente Médio.
- Na reunião de abril, as autoridades do Fed mantiveram as taxas inalteradas; Kashkari discordou da redação que sugeria que o próximo passo seria um corte.
- O dirigente destacou que a guerra no Irã aumenta a incerteza sobre a economia dos EUA e declarou cautela em relação à inflação.
- Ressaltou que a inflação pode ficar significativamente mais alta por um longo período e que é preciso monitorar as expectativas de inflação.
Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, afirmou que ainda é prematuro determinar se os juros devem subir nos EUA. Em Seul, durante um evento na Universidade da Coreia, ele ponderou que o Fed deve manter todas as opções à mesa e acompanhar os dados antes de qualquer ajuste.
Kashkari também ressaltou que a inflação preocupa o Fed e pode permanecer elevada por mais tempo, caso a guerra no Oriente Médio se estenda. Ele destacou a incerteza gerada pelo conflito para as perspectivas econômicas americanas e a necessidade de monitorar como as expectativas inflacionárias evoluem.
Contexto recente do Fed e avaliação de riscos
O banco central manteve as taxas de juros estáveis em abril. Embora tenha havido apoio à decisão, Kashkari foi um dos três diretores de política monetária a defender uma linguagem mais neutra, indicando que um aumento também é provável, caso as condições mudem.
O executivo reiterou que eventos geopolíticos recentes elevam a incerteza macroeconômica e citou o risco de inflação mais alta por um período prolongado. Ele enfatizou a importância de acompanhar de perto os próximos dados econômicos e a trajetória de preços.
A posição de Kashkari reflete a visão de alguns membros do Fed de manter flexibilidade diante de cenários divergentes para a inflação e o crescimento. A fala acontece em meio a debates sobre o timing e o grau de ajustes monetários no curto prazo.
A agenda do Fed permanece orientada pela evolução de indicadores como inflação, previsão de salários e atividade contábil. Analistas aguardam novas sinalizações oficiais sobre o viés das próximas decisões de política monetária.
Fonte: Bloomberg.
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