- Lorenz projeta faturar R$ 1,2 bilhão até 2032, apoiada pela expansão da cadeia da mandioca.
- Para 2026, a empresa mira receita de R$ 420 milhões, frente a R$ 385 milhões em 2025.
- Plano de crescimento inclui modernização industrial, novos produtos, mais exportações e aquisições futuras.
- Atualmente são operadas quatro unidades industriais, com processamento de cerca de 25 mil toneladas de mandioca por mês.
- A Lorenz exporta para mais de quarenta países, com foco em mercados como Estados Unidos, México e Europa, e busca ampliar presença global com certificações internacionais.
A Lorenz, maior processadora de mandioca do Brasil e integrante do Grupo GTF, projeta faturar R$ 1,2 bilhão até 2032. Para 2026, a empresa espera receita de R$ 420 milhões, ante R$ 385 milhões em 2025, avançando cerca de 9%.
A estratégia de crescimento combina modernização industrial, desenvolvimento de novos produtos, expansão de exportações e possíveis aquisições nos próximos anos. A companhia atribui o cenário positivo da cadeia à maior produtividade das lavouras.
Em 2026, a produtividade das lavouras de mandioca cresceu quase 20% frente a 2025, aumentando a oferta de matéria-prima para a indústria. A Lorenz mantém quatro unidades e procesa em torno de 25 mil toneladas por mês.
Expansão estratégica e metas
Segundo Aleksandro Siqueira, diretor de Novos Negócios, o grupo vive ciclo de crescimento sólido desde a aquisição pela GTF, há uma década. Em 2016, o faturamento foi de R$ 35 milhões; em 2025, chegou a R$ 385 milhões.
A projeção para este ano é manter a curva de crescimento com dois dígitos até 2032, mirando R$ 1,2 bilhão. Em 2026, a expectativa é de alta de pelo menos 12% na receita e 10% no volume comercializado.
Demanda e linha de produtos
A Lorenz aposta no aumento da demanda global por alimentos plant-based e por itens com rótulo limpo. A linha de amidos especiais ganha foco tanto para alimentos quanto para aplicações industriais.
Entre os desenvolvimentos, há soluções para embutidos, redução de óleo em maioneses, substituição parcial de gelatina em balas de goma e adesivos vegetais para embalagens biodegradáveis.
Expansão internacional e mercados
A expansão internacional é pilar do plano. A empresa aponta competitividade aumentada no exterior devido a custos de produção na Europa e fretes elevados na Ásia, especialmente Tailândia e Vietnã.
Siqueira afirma que há demanda crescente por produtos de origem vegetal, com menos açúcar e sódio. Atualmente, a Lorenz exporta para mais de 40 países, com destaque para Estados Unidos, México, Colômbia, Argentina, Paraguai e Norte da África.
Certificações e competitividade global
A Lorenz destaca certificações internacionais como diferencial para ampliar a presença global. Unidades contam com BRC, IFS, Halal, Kosher e Smeta, alinhadas a padrões de qualidade e sustentabilidade.
Segundo a empresa, tais credenciais ajudam a ampliar o acesso a novos mercados e fortalecem o posicionamento da marca no setor global de mandioca.
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