- PEC reduz a jornada de quarenta e quatro para quarenta horas semanais, com transição: quarenta e duas horas após sessenta dias da promulgação e quarenta horas ao fim de um ano.
- Luciano Hang afirma que a mudança elevará custos operacionais do varejo e da indústria, podendo pressionar preços, empregos e a inflação.
- Ele estima aumento de custos entre quinze e vinte por cento para as empresas, com parte desse custo sendo repassado ao consumidor.
- Hang comenta que, se possível, seria melhor uma jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso para ver efeito econômico mais rápido, sugerindo a adoção 4×3 já em junho.
- O empresário planeja viagem ao Paraguai no fim de junho para conhecer condições de investimento, destacando que mais de duzentas e cinquenta empresas brasileiras já migraram parte de atividades para o país; deve se encontrar com o presidente Santiago Peña.
A aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com fim da escala 6×1, provocou críticas de empresários, incluindo Luciano Hang, fundador da Havan. Ele afirmou que a medida pode comprometer a atividade econômica, com efeitos que devem atingir, principalmente, pequenas e médias empresas.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Hang indicou que a mudança tende a elevar custos operacionais do varejo e da indústria. A redução da jornada pode pressionar preços, impactar empregos e estimular inflação, na visão dele. Ele sugeriu que resultados mais rápidos ocorreriam com uma jornada de 4 dias de trabalho e 3 de descanso.
O empresário estima aumento de 15% a 20% nos custos para as empresas, parte do qual seria repassado aos consumidores. Segundo Hang, a redução de jornada não elimina a necessidade de manter operações, exigindo reforço de equipes ou reorganização das escalas, o que ele entende gerar efeito inflacionário.
A PEC tramita em meio a uma transição gradual: 42 horas semanais a partir de 60 dias após a promulgação e 40 horas ao longo de um ano. A previsão de implementação completa depende da aprovação no Senado e dos ajustes remanescentes.
Paraguai entra no radar
Hang confirmou viagem ao Paraguai prevista para o fim de junho, com encontro programado com o presidente Santiago Peña. O objetivo é conhecer condições do país para atrair investimentos e ampliar operações.
Empresas brasileiras têm ampliado atividades no Paraguai recentemente, beneficiadas por incentivos tributários e custos trabalhistas. Hang destacou que diversos fornecedores já transferiram parte de suas operações para o país vizinho, e que pretende entender as motivações desse movimento.
“Vou visitar e conhecer por que o Paraguai atraiu mais de 250 empresas brasileiras”, afirmou o empresário. A iniciativa ocorre enquanto ele acompanha a tramitação da PEC no Senado e avalia cenários para os negócios da Havan.
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