- Lula anunciou investimentos da Petrobras em Sergipe no valor de R$ 72,5 bilhões, para reduzir a dependência brasileira de importações de petróleo e derivados.
- Do total, mais de R$ 60 bilhões vão para o projeto Sergipe Águas Profundas, com duas plataformas de exploração no Nordeste.
- A Fábrica de Fertilizantes e Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) receberá aporte para retomar a produção, ajudando a atender parte da demanda nacional; a unidade de Sergipe deve produzir ureia e amônia.
- Sergipe deverá se tornar a maior produtora de petróleo do Nordeste após a entrada em operação das plataformas previstas, com produção estimada de até 200 mil barris de petróleo por dia e 22 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
- A Petrobras também planeja ampliar a capacidade de fertilizantes no Nordeste, Bahia e Mato Grosso do Sul, visando atender aproximadamente setenta e cinco por cento da demanda brasileira de nitrogenados até 2030, com aumento da oferta de gás natural.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira investimentos da Petrobras em Sergipe no total de 72,5 bilhões de reais. A medida faz parte da estratégia do governo de reduzir a dependência de importações de petróleo e derivados.
Os recursos visam ampliar a produção interna de óleo e gás e iniciar a retomada da Fafen-SE, a Fábrica de Fertilizantes e Nitrogenados de Sergipe. A proposta envolve expansão de capacidade, geração de empregos e descomissionamento de ativos antigos.
Investimentos em Sergipe e produção local
Mais de 60 bilhões de reais devem viabilizar o projeto Sergipe Águas Profundas, com duas plataformas de exploração no Nordeste. A Petrobras projeta produção de 200 mil barris/dia de petróleo e 22 milhões de m³/d de gás natural.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que parte do aporte destina-se ao descomissionamento de 26 plataformas em águas rasas, com paralisação de operações, retirada de estruturas e recuperação ambiental.
Expansão da fertilizante e impacto nacional
Outra parcela se destina à retomada da produção da Fafen-SE, que deverá atender cerca de 7% do consumo nacional de ureia. A Petrobras investe 38 milhões de reais nesses cinco anos para reativar a unidade.
A meta é que a indústria de fertilizantes brasileiras passe a responder por 20% da demanda nacional, com o Nordeste contribuindo por meio das plantas em Sergipe, Bahia e Paraná. As fábricas devem gerar empregos diretos e indiretos.
Capacidade e planos futuros
As unidades do Nordeste retomadas em 2025-2026 devem produzir amônia, ureia e ARLA 32, gerando milhares de empregos. A estatal também estuda ampliar a capacidade de produção, dobrando a capacidade de plantas já existentes.
A Petrobras aponta que o aumento da produção de gás natural elevou a viabilidade econômica das unidades de fertilizantes, com a geração de novas plantas no estado e em demais estados.
Contexto de dependência externa
A atuação busca reduzir a dependência de importações. A privatização de redes de distribuição, deslocamentos de capacidade e o cenário geopolítico influem nos preços. O governo, por meio da Petrobras, pretende manter maior autonomia energética.
Situação atual de Sergipe
Sergipe deverá se tornar maior produtora de petróleo no Nordeste após o início da operação das duas plataformas previstas para o SEAP. A produção regional deverá ampliar a oferta de óleo e gás no mercado nacional.
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