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Margareth Menezes defende Lei Rouanet em meio à polêmica sobre filme de Bolsonaro

Ministra Margareth Menezes defende a Lei Rouanet em painel na Rio2C, destacando que o setor cultural movimentou 25,7 bilhões e gerou 228 mil empregos

Ministra Margareth Menezes durante painel no Rio2C
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  • A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a Lei Rouanet em painel na Rio2C, afirmando que o mecanismo é sofisticado e essencial para a cultura como indústria estratégica.
  • Ela disse que o governo busca fortalecer a política de incentivo e ampliar o papel da cultura no desenvolvimento econômico, incluindo capitalização cultural das cidades.
  • Dados de uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Cultura à Fundação Getulio Vargas indicam que os investimentos incentivados em 2024 movimentaram 25,7 bilhões de reais, geraram 228 mil empregos e recolheram 3,8 bilhões de reais em tributos.
  • A ministra mencionou que o Ministério da Cultura foi encontrado “destruído” e que houve tentativas de desmontar a pasta nos últimos anos, afirmando que ainda há muito a fazer diante da desestruturação.
  • Sobre o filme biográfico de Jair Bolsonaro, Dark Horse, a produção não chegou a utilizar recursos da Lei Rouanet e foi financiada por investidores privados, com aporte destacado do empresário Daniel Vorcaro; o assunto não foi tratado diretamente pela ministra.

Margareth Menezes, ministra da Cultura, defendeu a Lei Rouanet durante um painel sobre cultura e economia criativa na Rio2C, nesta quinta-feira, 28. A fala reforçou que o mecanismo de incentivo é considerado entre os mais sofisticados do mundo e visa fortalecer a cultura como indústria estratégica para o desenvolvimento econômico do país.

A ministra destacou que o governo busca ampliar o entendimento de cultura como motor econômico local, capitalizando cidades e territórios. Ela afirmou que a remodelagem da política de incentivos faz parte desse objetivo, ressaltando impactos positivos da cultura na economia regional.

Essa pauta ocorre em meio a debates sobre o filme biográfico de Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse, que não utilizou recursos da Lei Rouanet. A produção recebeu aportes de investidores privados, com destaque para o empresário Daniel Vorcaro, fato citado na imprensa, mas não abordado pela ministra em sua palestra.

Margareth citou balanços de pesquisa encomendada pelo Ministério da Cultura à Fundação Getulio Vargas. Dados indicam que, em 2024, investimentos incentivados movimentaram 25,7 bilhões de reais; geraram 228 mil empregos e recolheram 3,8 bilhões em tributos. A leitura aponta retorno econômico e social do investimento público em cultura.

A ministra também comentou a gestão do Ministério da Cultura, afirmando que houve desestruturação prévia e que a atual administração busca eliminar gargalos históricos. Ela afirmou que o objetivo é consolidar a cultura como eixo de desenvolvimento e ampliar investimentos em audiovisual, economia criativa e formação artística.

A fala encerrou com a defesa de que o retorno da cultura ocorre em várias dimensões, incluindo humana, econômica e social. O conteúdo reforça a visão governamental de que a cultura é indutora de desenvolvimento e inclusão.

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