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Mercado de capitais não pode ser credor de segunda classe

Renegociação de dívidas é prática comum; perdas desproporcionais minam confiança e não podem transformar credores em segunda classe

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  • Mercado de capitais não deve ser tratado como credor de segunda classe.
  • A recuperação extrajudicial não pode significar licença para impor perdas desproporcionais.
  • A reestruturação de dívidas faz parte da vida empresarial.
  • Empresas enfrentam ciclos difíceis, erros na alocação de capital e mudanças de mercado, zerando necessidade de renegociação.
  • Em mercados maduros, o crédito existe justamente por causa do risco envolvido.

O mercado de capitais não pode tratar credor de segunda classe. A utilidade da recuperação extrajudicial não pode significar licença para impor perdas desproporcionais, segundo analistas do setor.

A reestruturação de dívidas faz parte da vida empresarial. Empresas atravessam ciclos difíceis, erram na alocação de capital e enfrentam mudanças de mercado; em momentos assim, renegociar é natural. O crédito existe justamente porque o risco é inerente ao negócio.

Quando há diferentes classes de credores, é preciso manter o equilíbrio entre recuperação de ativos e tratamento equitativo. O objetivo é preservar a confiança no mercado e evitar desestímulo a futuras operações de crédito.

Autoridades e operadores do mercado defendem regras claras para evitar abusos. A ideia é manter previsibilidade nas renegociações e fortalecer a governança corporativa, sem prejudicar o financiamento disponível para empresas em recuperação.

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