- O Morgan Stanley vê um cenário desafiador para as moedas da América Latina no segundo semestre, puxado por inflação persistente, tensões geopolíticas e incerteza eleitoral no Brasil, Colômbia e Peru.
- O banco mantém visão moderadamente otimista para algumas moedas, destacando o real brasileiro e o peso chileno como preferidos, ainda que condicionados por fatores fiscais e políticos.
- Se houver consolidação fiscal, o real poderia chegar a R$ 4,50 antes das eleições; o dólar manteria previsão de R$ 5,00 em 2026 e R$ 4,80 em 2027.
- No Chile, o peso pode reagir a reformas pró-mercado sob o novo governo, embora a valorização seja moderada pela inflação impulsionada pelo petróleo.
- A região, inclusive México, passa por cenários distintos: México com inflação estável; Colômbia e Peru vistos com cautela, com risco de desvalorização conforme política e eleições; desempenho dependerá do petróleo, de decisões dos bancos centrais e de sinais eleitorais.
O Morgan Stanley afirma que as moedas da América Latina devem enfrentar pressão no segundo semestre, diante de inflação persistente, tensões geopolíticas e incerteza eleitoral. O cenário é descrito como desafiador, com riscos de enfraquecimento.
A instituição mantém visão moderadamente otimista para algumas moedas, mesmo diante de riscos. Analistas destacam que preços do petróleo, crescimento global e eleições no Brasil, Colômbia e Peru pesam sobre o câmbio regional.
Desempenho regional
Para o Brasil, o banco aponta cenário de máximo prudente: o real pode incorporar prêmio de risco pré-eleitoral no 3º trimestre de 2026, seguido de recuperação modesta no 4º trimestre. A avaliação depende de pesquisas e da trajetória fiscal.
O relatório diz que, se houver consolidação fiscal, o real poderia chegar a R$ 4,50 antes das eleições, explicando a visão mais favorável em meio a um cenário regional mais frágil. Projeções indicam dólar em 2026 a R$ 5,00 e, em 2027, R$ 4,80.
No Chile, o peso pode repercutir reformas pró-mercado e uma possível consolidação fiscal. A leitura sinaliza que o peso reflita agenda de reformas sob o novo governo, mas elevações são moderadas pela inflação adicional de petróleo.
O Morgan Stanley também cita o México como exceção, com inflação mais estável por conta de mecanismos de mitigação, e recomendações de posicionamento na renda fixa local. Em contrapartida, aColômbia e o Peru seguem mais cautelosos devido a incertezas políticas e fiscais.
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