- O presidente da EcoRodovias, Marcello Guidotti, afirma que pedágio free flow ajuda a reduzir emissões e que sustentabilidade é condição intrínseca do modelo de negócio da empresa.
- A concessionária utiliza inteligência artificial, câmeras e drones para mapear o impacto sobre a fauna e planejar túneis e passagens que reduzam atropelamentos.
- Na Rodovia dos Imigrantes, a segunda pista foi construída por baixo; a terceira pista deve ficar totalmente em túnel, quase invisível na superfície.
- Em Nova Raposo, a EcoRodovias enfrenta protestos de moradores sobre impactos no Cinturão Verde; o contrato prevê mais de dois anos até o início das obras, com diálogo e debates.
- A empresa instala cerca de 120 postos de recarga, troca guinchos e ambulâncias por versões elétricas e promove o pedágio sem guaritas e a pesagem em movimento, medidas que visam reduzir emissões; até 20% da remuneração variável depende de metas da Agenda 2030.
Marcello Guidotti, presidente da EcoRodovias, afirma que sustentabilidade não é opção, e sim condição para quem opera rodovias. A concessionária lidera em extensão de malha no Brasil e aposta em uso de IA, câmeras e drones para mapear impactos ambientais metro a metro e planejar túneis e passagens que reduzem atropelamentos. A estratégia visa integrar meio ambiente ao modelo de negócio.
O objetivo é preservar biomas sensíveis, como a Mata Atlântica, e avançar em melhorias que tornem o trânsito mais seguro e menos poluente. Em comparação com décadas passadas, o projeto da Rodovia dos Imigrantes destaca a construção por baixo da superfície, hoje traduzida na intenção de entregar a terceira pista quase toda em túnel.
Polêmica na Nova Raposo
A EcoRodovias venceu o leilão da Nova Raposo, gerando resistência de moradores preocupados com impactos no Cinturão Verde e em nascentes. Guidotti assegura que o contrato com Ecovias Raposo Castello prevê mais de dois anos para início das obras de melhoria e ampliação, mantendo espaço para diálogo com a comunidade.
A agenda climática internaliza metas ambientais na operação. A empresa instalou cerca de 120 postos de recarga elétrica em suas rodovias e está substituindo guinchos e ambulâncias por versões elétricas. O pedágio free flow, sem guaritas, é destacado como ganho ambiental, pois reduz freios e arrancadas dos caminhões, além de diminuir o consumo de combustível. A pesagem em movimento (HSW) também elimina paradas para pesagem de veículos pesados.
Inovação e remuneração atrelada à Agenda 2030
As metas de sustentabilidade afetam diretamente a remuneração de executivos: até 20% da remuneração variável depende do alcance de objetivos da Agenda 2030 da empresa. Guidotti afirma que a inovação atende todos os pontos, encarando a Agenda 2030 como oportunidade de negócio, não ameaça.
Para o presidente, a infraestrutura rodoviária possui grande potencial de reduzir emissões no transporte brasileiro, por ser o modal dominante. O olhar de longo prazo é de que o setor de infraestrutura talvez seja o que mais se prepara para o futuro, alinhando lucro e responsabilidade ambiental.
Entre na conversa da comunidade