- A SPE informou que o crescimento do PIB no primeiro trimestre ficou marginalmente acima da projeção, com alta de 1,1% diante expectativa de 1%.
- A projeção para 2026 segue em alta de 2,3%, sustentada pela indústria e pelos serviços, apesar da desaceleração esperada da agropecuária.
- A SPE acredita que a atividade deve perder fôlego nos próximos meses, devido à dissipação dos efeitos de políticas públicas no início do ano.
- A redução do custo do crédito deve compensar parcialmente essa desaceleração, mantendo suporte para o crescimento.
- No trimestre, a formação bruta de capital fixo e o consumo das famílias contribuíram para o crescimento, enquanto o setor externo pesou com queda das exportações e aumento das importações; indústria ficou acima do esperado, serviços e agropecuária ficaram abaixo.
O PIB do Brasil avançou 1,1% no 1º trimestre, ante 1% previsto pela SPE. O dado foi divulgado pelo IBGE, com a alta impulsionada pela absorção doméstica e pela melhoria na formação bruta de capital fixo.
A SPE manteve a projeção de crescimento anual de 2,3% para 2026, sustentada pela indústria e pelos serviços. Expectativa é de desaceleração na margem nos dois próximos trimestres.
Segundo a secretaria, a expansão do período foi puxada pela forte recuperação de investimentos e pelo crescimento do consumo das famílias, compensando, parcialmente, a queda das exportações e o aumento das importações.
A composição do crescimento, porém, ficou diferente do esperado. A indústria teve desempenho acima do previsto, enquanto serviços e agropecuária ficaram modestamente aquecidos.
Perspectivas para o ano
Desaceleração esperada na atividade nos dois trimestres seguintes fica ligada ao fim de efeitos de políticas públicas mais exigentes no início do ano.
O câmbio monetário e a recuperação da indústria devem sustentar o ritmo no 4º trimestre, quando a SPE aguarda retomada de tração na manufatura.
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