- No primeiro trimestre de 2026, o PIB do agronegócio avançou 0,7% em relação ao mesmo período de 2025, com base de comparação mais curta.
- O resultado em quatro trimestres ficou em alta de 7,5%, acima do PIB geral, puxado por soja recorde, safra de milho de verão e pecuária.
- Destaques: produção de soja estimada em 174 milhões de toneladas, alta de 5%; milho de verão em 30 milhões de toneladas, alta de 15%; e pecuária com ganho de atividade.
- Arroz caiu 11% neste ano, para 11,3 milhões de toneladas, e a primeira safra de feijão também recuou, contribuindo para reduzir o ritmo de crescimento.
- A participação da agropecuária no PIB sobe para 7,1%, o maior desde 2021, com expectativa de influência adicional de café e safrinha, porém trigo deve pressionar no segundo semestre.
O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 0,7% no primeiro trimestre em relação ao mesmo periodo de 2025. A safra deste ano tende a ser recorde, mas a base de comparação é menor. O ritmo atual aponta continuidade de expansão, ainda que mais moderada.
Os componentes impulsionados são a produção recorde de soja, a safra de milho verão e o crescimento da pecuária. A oleaginosa foi reavaliada pelo IBGE, para 174 milhões de toneladas, 5% acima da estimativa anterior. Em 2025, a soja já tinha alta de 13%.
Desempenho por segmento
A produção de milho de verão atingiu 30 milhões de toneladas, com avanço de 15% frente ao ano anterior. O Rio Grande do Sul registrou alta de 22% na safra, ajudando a estimar uma safra total de grãos entre 333 milhões de toneladas (projeção inicial) e 349 milhões (estimativa atual).
A pecuária segue como motor do crescimento, com aumentos na oferta de carne. No primeiro trimestre, abates e produção de carne cresceram frente ao mesmo período de 2025. Avicultura aumentou 7%, bovinos 5% e suinocultura 3%.
Impactos e cenários
Outros produtos pressionaram o índice para baixo neste ano. O arroz, após recorde de 12,7 milhões de toneladas em 2025, caiu 11% na safra 2025/26, para 11,3 milhões. A primeira safra de feijão também recuou para 989 mil toneladas, influenciando o ritmo agregado.
A produção de café deve sustentar o desempenho no curto prazo, com recorde estimado de 66 milhões de sacas neste ano. O café arábica deve crescer 20% na relação anual, conforme o IBGE.
Perspectivas e produção futura
A safrinha de milho, prevista para o inverno, pode pressionar o PIB nacional. A colheita de 2026 está estimada em 109 milhões de toneladas, 6% abaixo de 2025. Já o trigo deve apresentar queda na segunda metade do ano, com redução de área e produção estimada em 7,3 milhões de toneladas.
O desempenho do agronegócio no segundo semestre dependerá de fatores como preços, clima e manejo de custos. O total do setor representa hoje 7,1% do PIB, indicador que evidencia a relevância do setor para a economia. Em 2021, essa participação chegou a 7,7%.
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