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Queda do petróleo com esperanças de acordo EUA-Irã

Petróleo cai com esperanças de acordo entre EUA e Irã, apontando para uma das maiores quedas mensais, enquanto ações globais sobem com o otimismo

A Japanese oil tanker arrives at a refinery off Chita after negotiating the strait of Hormuz in April
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  • O preço do Brent caiu 1,3%, para US$ 91,54 o barril, com o contrato em trajetória de queda mensal de quase dezessete por cento desde o começo de maio.
  • O petróleo WTI cedeu 1,4%, para US$ 87,64 o barril, recuo de cerca de sete por cento em relação ao pico desta semana.
  • O otimismo foi alimentado por relatos de um possível acordo de paz entre EUA e Irã, com um rascunho de paz circulando entre aliados; a Axios informou que há acordo provisório para estender o cessar-fogo por sessenta dias, mas o acordo ainda não está garantido.
  • Os mercados globais reagiram com alta: bolsas na Ásia tiveram ganhos, a S&P 500 atingiu recorde e as rendas de Treasuries recuaram, sinalizando expectativa de menor inflação.
  • O conflito, que já dura noventa dias, incluiu o fechamento do estreito de Hormuz pelo Irã, ampliando a volatilidade das exportações de petróleo, influenciando o cenário econômico global.

O preço do petróleo recuou nesta sexta-feira ante expectativas de um possível acordo de paz entre EUA, Israel e Irã, ampliando a queda mensal da commodity. O Brent caiu 1,3%, para 91,54 dólares por barril, aproximando-se de uma das maiores quedas mensais já registradas, com perdas próximas de 17% desde maio.

Os contratos de WTI, referência dos EUA, recuaram 1,4% pela manhã, para 87,64 dólares por barril, após ter atingido 94,70 dólares no pico desta semana. O movimento acompanha rumores de um acordo de cessar-fogo ampliado entre as partes envolvidas no conflito.

A sinalização de diálogo ganhou força após Donald Trump divulgar um rascunho de acordo de paz entre EUA, aliados e Irã. Segundo Axios, EUA e Irã teriam chegado a uma forma de estender o cessar-fogo por 60 dias, mas o conteúdo seria ainda dependente de aprovação de Trump.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que o acordo ainda não está pronto, mas está próximo. O conflito que já dura 90 dias provocou volatilidade global, com o Irã bloqueando o estreito de Hormuz, o que impactou o fluxo de exportações da região.

Mercados globais reagiram com otimismo. Henry Allen, da Deutsche Bank, disse que há maior expectativa de fim do conflito e que a queda dos preços de petróleo ajuda a reduzir cenários de estagflação, favorecendo uma recuperação em várias classes de ativos.

Na Ásia, as ações registraram alta generalizada. O Nikkei 225 avançou 2,5%, o Kospi subiu 3,6% e o Hang Seng ganhou 0,9%. O Shanghai CSI 300 caiu 0,45%, refletindo a diversidade de respostas locais aos eventos geopolíticos.

Na Europa, as bolsas mostraram leve valorização: o FTSE 100 operou estável pela manhã, com alta de cerca de 0,1%, e o Stoxx Europe 600 avançou 0,3%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 0,6% na véspera, atingindo novo recorde, em ambiente de queda de rendimentos de Treasuries.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos caiu para 4,45%, sinalizando menor pressão inflacionária esperada pelos investidores, que buscaram ativos de maior risco com perspectivas de juros mais contidas. A volatilidade de curto prazo acompanha o rumor de desescalada do conflito.

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