- Em janeiro a abril de 2026, o rombo das estatais federais chegou a R$ 5,93 bilhões, o pior resultado para o período desde o início da série histórica do BC, em 2002.
- O déficit até abril já supera o registrado em todo o ano de 2025 (R$ 2,73 bilhões) e também o de 2024 (R$ 2,6 bilhões).
- A estimativa não inclui Petrobras, Eletrobras nem bancos públicos; Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea integram a série revisada.
- Os Correios vivem crise financeira, com prejuízos recentes e empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pelo Tesouro Nacional em dezembro para aliviar o caixa.
- O governo projeta que as estatais federais permaneçam no vermelho até 2030, com possíveis aportes de capital aos Correios até 2027 para sustentar as operações.
O déficit das estatais federais soma R$ 5,93 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, segundo o Banco Central. O resultado é o pior para o período desde o início da série, em 2002. O rombo supera o déficit de todo o ano passado (R$ 5,1 bilhões) e supera o recorde de 2025 (R$ 2,73 bilhões).
A série do BC não inclui Petrobras, Eletrobras ou bancos públicos. Em 2009, Petrobras e Eletrobras foram retiradas do cálculo, mas a metodologia foi revisada, valendo desde 2002. Entram Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea.
Correios enfrentam crise financeira, com prejuízos recorrentes. Em 2025, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais de três vezes o de 2024. Umas 14 bases de prejuízo consecutivas desde 2022 ampliam a preocupação sobre o desempenho.
Rombo e composição das estatais
Correios mantêm monopólio em serviços postais, além de fabricar selos. Em 2025, a queda de resultados levou a um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pelo Tesouro Nacional, para quitar dívidas e reforçar o caixa.
Perspectivas fiscais e apoio do governo
O governo estima que as estatais continuem no vermelho até 2030. Em maio, autorizou a venda de seguros e títulos pelos Correios e a atuação no mercado de telefonia. A possibilidade de aportes do Tesouro até 2027 tem sido discutida.
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