- A transição energética avança, mas com foco na segurança energética, em resposta ao cenário geopolítico global, o que reconfigura prioridades; o Brasil ganha papel estratégico em biocombustíveis.
- No Brasil, 50% da matriz energética é de fontes renováveis e 88% da matriz elétrica também é renovável, com o etanol e outras bioenergias como destaques.
- Investimentos em energia limpa no país seguem em alta, mas infraestrutura é desafio, com custos de implantação, retorno longo e dependência de incentivos governamentais.
- A expansão exige modernização da transmissão, armazenamento e integração do sistema, para reduzir desperdícios de energia e melhorar a gestão da oferta.
- O Brasil é visto como ativo relevante na transição global por possuir recursos naturais, capacidade agrícola e potencial para expansão de solar, eólica e bioenergia.
A transição energética avança no mundo, porém com foco cada vez maior na segurança do abastecimento, segundo Élica Martins, sócia da Grant Thornton Brasil. O cenário geopolítico leva governos a reequilibrar metas de descarbonização com a estabilidade no fornecimento.
Mesmo com renováveis representando cerca de metade da matriz global, o petróleo continua central na economia, influenciando o ritmo da transição e a diversificação de fontes. O Brasil surge como potencial estratégico, conforme o último Balanço Energético Nacional da EPE.
No Brasil, a matriz elétrica já tem 88% de renováveis, impulsionada pelo etanol e pela bioenergia. Recursos naturais, agricultura robusta e vocação para solar e eólica fortalecem a posição do país no cenário internacional.
Desafios de investimentos e infraestrutura
Investidores internacionais mostram interesse em projetos de energia limpa no Brasil, mas apontam custos elevados, retorno de longo prazo e dependência de incentivos. A previsibilidade regulatória também é citada como entrave.
A expansão demanda modernização da transmissão, armazenamento e integração do sistema. Gargalos como o curtailment e o crescimento da geração distribuída exigem soluções tecnológicas, como baterias e IA, para melhorar a previsão de demanda e a gestão da oferta.
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