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Xiaomi fabrica carro a cada 76 segundos e impulsiona a disputa automotiva chinesa

Xiaomi produz um carro a cada 76 segundos em fábrica com 91% de automação, sinalizando liderança chinesa em elétricos e expansão mundial

Fábrica da Xiaomi onde robôs controlam toda a produção do SU7 (Reprodução YouTube/Xiaomi)
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  • A fábrica da Xiaomi em Pequim produz 1,5 mil carros por dia, com taxa de automação de 91%, chegando a um veículo a cada 76 segundos.
  • A empresa tem seguido a tendência de SUV elétricos com design premium a preços mais acessíveis, e costuma ter longas filas de espera.
  • O governo chinês planeja reduzir subsídios e manter foco em veículos de nova energia, ao mesmo tempo em que amplia rede de recarga e incentivos a diferentes tipos de veículos.
  • A China lidera o mercado global de EV, com mais de 44 milhões de veículos de novas energias em circulação e exportações de EVs em crescimento, com 406 mil unidades exportadas em abril.
  • Investimentos e planos de expansão internacional já estão em curso, com foco na Europa e no Brasil, apesar de tarifas e menor suporte financeiro em mercados externos.

A Xiaomi ampliou sua atuação no mercado de veículos elétricos após entrar no setor em 2024, com modelos de design de luxo a preços acessíveis. A fabricante mantém fábrica automatizada em Pequim, capaz de produzir 1,5 mil carros por dia, com 91% de automação.

A cidade de Pequim abriga a linha de montagem, onde cerca de 700 robôs conduzem as operações. Os processos são orientados por algoritmos de IA, contribuindo para filas de espera em lançamentos do SU7 Ultra, que acelera de 0 a 100 km/h em 1,98 segundos.

China lidera em EVs, com mais de 44 milhões de veículos de novas energias em circulação. O governo ampliou incentivos nos últimos anos, mas anunciou recentemente diretrizes que indicam redução de subsídios e maior controle de políticas de apoio.

A produção chinesa de EVs se beneficia de uma rede extensa de recarga e de políticas com placas verdes para veículos elétricos. Ao mesmo tempo, crescem investidas de marcas locais para mercados internacionais, incluindo Europa e Brasil.

Expansão internacional

A Xiaomi sinaliza expansão para 2027, iniciando pela Alemanha, onde já atua com centro de P&D e design em Munique desde 2025. A ideia é ampliar a atuação europeia sem abandonar o foco no mercado premium.

Outras montadoras chinesas investem no exterior, como Leapmotor em joint venture com a Stellantis, com planos de produção na Espanha. No Brasil, BYD e GWM já anunciaram investimentos significativos para o período até 2032.

Essa expansão ocorre em meio a tarifas adicionais e a redução de incentivos na China. Na União Europeia, a China já enfrenta barreiras tarifárias para EVs, enquanto as montadoras locais precisam competir com margens pressionadas.

Panorama de mercado

Dados da IEA indicam frota de mais de 44 milhões de veículos de novas energias na China, com 13 milhões vendidos em 2025. A China responde por seis em cada dez EVs vendidos globalmente, fortalecendo o ecossistema local.

A Xiaomi já vendeu mais de 650 mil carros elétricos nos últimos dois anos, com projeção de 550 mil em 2026. Em 2025, registrou quase 300 mil pedidos na primeira hora de lançamento do SUV YU7.

A indústria registra, ainda, maior oferta de modelos no mercado chinês, com cerca de 700 opções em 2025, cerca de 25% a mais que 2024. A BYD destacou-se ao, em certos momentos, superar a Tesla em vendas e faturamento.

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