- A Xiaomi fabrica 1,5 mil carros por dia na sua fábrica de Pequim, com taxa de automação de 91%; o SU7 Ultra vai de zero a cem em 1,98 segundos e há longas filas de espera pelos modelos.
- A China lidera o mercado de veículos de novas energias, com mais de 44 milhões de carros em circulação, apoiada por incentivos governamentais que vêm sendo reduzidos em diretrizes de 2026 a 2030.
- A Xiaomi projeta expansão internacional para 2027, começando pela Alemanha, onde já há um centro de P&D e design desde 2025; outras montadoras chinesas também buscam Europa e Brasil, enfrentando tarifas e menos subsídios.
- O país mantém forte presença de infraestrutura: mais de 20 milhões de instalações de recarga, com cerca de 4,6 milhões públicas e mais de 14,7 milhões privadas.
- Em 2025, a Xiaomi registrou quase 300 mil pedidos na primeira hora de lançamentos; no total, a empresa vendeu mais de 650 mil carros elétricos em dois anos, com 410 mil no ano anterior e expectativa de 550 mil em 2026.
A Xiaomi avança no mercado de veículos elétricos com ritmo acelerado, produzindo um carro a cada 76 segundos na fábrica de Pequim. A operação, altamente automatizada, tem taxa de automação de 91% e emprega cerca de 700 robôs para controlar a linha de montagem, resultando em produção diária de 1,5 mil unidades.
A empresa entrou no setor em 2024, após anunciar planos iniciados em 2021; desde então, os modelos têm design comparável a marcas de luxo, porém com preços mais acessíveis. O SU7 Ultra, destaque da linha, pode acelerar de 0 a 100 km/h em 1,98 s durante os testes realizados na área externa da fábrica.
A Xiaomi já registra demanda expressiva: em 2025, o SUV YU7 teve quase 300 mil pedidos na primeira hora de lançamento, e o total de veículos elétrônicos vendidos nesses dois anos passa de 650 mil. Em 2026, a empresa projeta vender 550 mil unidades. Além de produção, a companhia investe na integração dos veículos ao ecossistema de dispositivos da marca.
A produção ocorre em Pequim, no distrito de Yizhuang, onde a fábrica opera com alta automação e demonstra o foco da Xiaomi em manufatura avançada e IA para manufatura. Os carros fabricados atendem a uma demanda crescente por veículos de nova energia na China, que lidera o mercado global com mais de 44 milhões de veículos desse tipo em circulação.
O cenário nacional é impulsionado por políticas públicas. O governo chinês anunciou um novo plano quinquenal (2026-2030) com redução de subsídios e estímulos, o que pode impactar o ritmo de adoção e o custo incentivado para compradores. Ao lado disso, emergem padrões como a concessão de placas verdes para veículos elétricos puros, híbridos plug-in e hidrogênio.
Em termos de mercado, a China tem a maior rede de recarga do mundo, com mais de 20 milhões de estações, incluindo 4,6 milhões públicas e 14,7 milhões privadas. A IEA aponta que a frota de veículos de novas energias supera 44 milhões no país, com 13 milhões vendidos em 2025, respondendo por a maior fatia de vendas globais.
Expansão internacional mira novos mercados
A Xiaomi planeja ampliar as vendas para além da China já em 2027, com presença prevista na Europa a partir da Alemanha, onde mantém desde 2025 um centro de P&D e design em Munique. A empresa já identifica a Europa como foco para reforçar a presença global, acompanhando outras montadoras chinesas.
Outras fabricantes chinesas também buscam mercados internacionais. Leapmotor firmou joint venture com a Stellantis e mira produção na Espanha. No Brasil, BYD e Great Wall Motors anunciam investimentos significativos, mas enfrentam tarifas e incentivos diferenciados em relação à China.
A expansão internacional ocorre em meio a pressões comerciais. A União Europeia já impôs tarifas adicionais a veículos elétricos de origem chinesa. Analistas destacam que, fora da China, as montadoras vão ainda enfrentar desafios relacionados ao acesso aos modelos de negócios que permitiram o rápido desenvolvimento nacional.
Mercado global e impactos
A China ocupa posição dominante na indústria de veículos elétricos, com liderança de mercado, exportação crescente e uma diversificada base de modelos disponíveis. Enquanto isso, o mercado ocidental observa competição acentuada e custos operacionais elevando margens de lucro para empresas que se mantêm competitivas, e experiências de marcas locais em avaliações de desempenho.
Entre as grandes marcas ocidentais, houve impactos relevantes na linha de veículos elétricos, com quedas de desempenho para algumas companhias. No caso da Ferrari, o lançamento do primeiro carro elétrico gerou reações negativas e queda momentânea das ações, destacando os riscos de apostas agressivas em novos segmentos.
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