- O PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, a 19ª alta trimestral consecutiva; a última queda foi no segundo trimestre de 2021.
- Todos os componentes apresentaram alta frente ao quarto trimestre, exceto exportações, que recuaram 1,7%.
- Investimentos subiram 3,5% no trimestre, ajudando a soma ao crescimento; o consumo das famílias também puxou a demanda.
- A indústria voltou a crescer, com extrativas em alta de 3,6% e construção, 2,9%, enquanto transformação ficou praticamente estável.
- Exportações caíram e importações cresceram, resultando em contribuição externa negativa para o PIB no trimestre.
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, conforme recuperação da atividade econômica. O avanço marca a 19ª alta trimestral seguida na série histórica iniciada em 1996, interrompida apenas por quedas anteriores. A taxa ficou acima do 0,3% registrado no último trimestre de 2025.
Todos os componentes do PIB tiveram expansão na comparação com o trimestre anterior, com exceção das exportações, que recuaram 1,7%. O aumento veio principalmente do consumo das famílias e dos investimentos, impulsionando a atividade mesmo diante de um cenário externo desafiador.
PIB no trimestre e composição
A alta de 1,1% representa quase quatro vezes o ritmo do trimestre anterior (0,3%). O resultado é o mais expressivo desde o primeiro trimestre de 2025, quando houve avanço de 1,3%. Em termos anuais, o país registrou crescimento de 2,3% em 2025, e, nos últimos 12 meses até o primeiro trimestre de 2026, a expansão foi de 1,8%.
Setores da economia
A indústria retornou ao campo positivo no início de 2026, após queda no fim de 2025. Extrativas avançaram 3,6% e construção 2,9%, enquanto transformação ficou estável (0,1%). O setor de serviços cresceu 0,5%, com destaques para informação e comunicação (2,4%) e atividades imobiliárias (1,2%).
Agropecuária e investimentos
A agropecuária subiu 2% no primeiro trimestre, puxada pela colheita de soja e pela atuação de bovinos e aves. O desempenho ajudou a sustentar o conjunto da economia, segundo o IBGE. No lado dos investimentos, a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,5% ante o quarto trimestre, a maior alta em cinco anos, revertendo parcialmente a queda no fim de 2025.
Consumo das famílias e demanda
O consumo das famílias cresceu 1% no período, acentuando o papel da renda do trabalho e da vigência de ajustes salariais. Fatores como a renda disponível e transferências de renda contribuíram para a demanda interna, ampliando o ritmo de crescimento do PIB.
Comércio exterior e importações
As exportações recuaram 1,7% no trimestre, diante de um cenário externo adverso, com tensões geopolíticas que impactaram cadeias globais de suprimentos. Já as importações tiveram alta expressiva, registrando a melhor performance em quase dois anos. A interação entre queda de exportações e aumento de importações pesou negativamente na avaliação externa do PIB.
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