- O setor global de viagens e turismo deve crescer 3,2% em 2026, com média de 3,6% ao ano nos próximos dez anos, ou 1,5 vezes a economia mundial.
- O Brasil movimenta US$ 30 bilhões por ano em viagens corporativas e é o 10º maior mercado global.
- O país tem mais de 2.400 aeroportos e, mesmo assim, a penetração de voos por pessoa é de 0,47 por ano.
- Crescimento internacional brasileiro já ocorre, com alta de 71% em viagens aos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2026, segundo Booking.com.
- Especialista destaca três pilares para o Brasil aproveitar a oportunidade: investimento em tecnologia de gestão de viagens, políticas de sustentabilidade de destinos e conectividade aeroportuária.
O setor global de viagens e turismo deve crescer 3,2% em 2026, segundo o World Travel & Tourism Council. A média de expansão anual prevista para a próxima década é de 3,6%, quase 1,5 vezes maior que a economia global. No Brasil, esse cenário é visto como oportunidade estratégica.
Dados de referência apontam que o Brasil movimenta US$ 30 bilhões por ano em viagens corporativas, posicionando-se como o 10º maior mercado mundial. A infraestrutura aeroportuária brasileira é robusta, com mais de 2.400 aeroportos. Ainda assim, a penetração por capita é baixa.
Para Luiz Moura, cofundador e Diretor de Negócios da VOLL, a lacuna está na integração entre tecnologia, políticas públicas e mercado. Ele enfatiza que o Brasil tem componentes críticos para crescer, mas precisa acelerar a união entre esses pilares.
A Europa, por exemplo, cresce 3,6% mesmo com economia geral em 1%, reflexo de conectividade, políticas favoráveis e uso de tecnologia para melhorar a experiência do viajante. Moura afirma que o Brasil tem potencial semelhante.
No Brasil, cresce o volume de viagens internacionais, com aumento de 71% no primeiro trimestre de 2026 para deslocamentos aos EUA, segundo dados da Booking.com. O desafio é transformar essa demanda em resultado econômico por meio de oferta estruturada.
Para explorar a oportunidade, Moura aponta três pilares: investimento em tecnologia de gestão de viagens, políticas de destinos sustentáveis e conectividade aeroportuária. A aplicação rápida dessas frentes pode diferenciar o Brasil no cenário global.
Sobre Luiz Moura, o artigo ressalta que ele atua na interseção entre turismo e tecnologia, com mais de 20 anos de experiência. É cofundador e Diretor de Negócios da VOLL, a maior plataforma mobile-first de gestão de viagens e despesas corporativas da América Latina.
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