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Copa 2026 deve injetar R$ 4,32 bi no comércio brasileiro, diz CNC

Copa do Mundo de 2026 deve injetar R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, com crescimento real de 6,5% ante 2022, impulsionado por lazer e vestuário

Projeção para as vendas no setor de vestuário e acessórios atinge R$ 803,7 milhões
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  • A CNC estima que a Copa do Mundo de 2026 injete R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, com crescimento real de 6,5% em relação ao Mundial de 2022.
  • Segmentos avaliados: hiper e supermercados somam R$ 2,97 bilhões (cerca de 70% do total); vestuário e acessórios R$ 803,7 milhões; artigos de uso pessoal e doméstico R$ 262,6 milhões; informática e comunicação R$ 198,5 milhões; móveis e eletrodomésticos R$ 80,2 milhões.
  • O estudo aponta melhoria no mercado de trabalho e inflação menor nos últimos quatro anos como fatores que sustentam o otimismo, apesar de crédito restrito e juros elevados.
  • A compra de televisores enfrenta entraves financeiros: preço médio caiu 18,9% de 2022 a 2026; procura por Smart TVs em maio ficou 15,6% abaixo das vésperas do Mundial do Qatar.
  • A Selic está em 14,5% ao ano; juros para pessoas físicas passam de 61% ao ano; a renda e o emprego ajudam o varejo, com inflação cai para 4,6% em 2026.

A CNC estima que a Copa do Mundo de 2026 injete R$ 4,32 bilhões no comércio varejista brasileiro, com crescimento real de 6,5% ante o Mundial de 2022. A projeção foi divulgada em 1º de junho de 2026.

O aumento ocorre mesmo frente a crédito restrito e juros elevados, sustentado pela melhora do mercado de trabalho e pela inflação em queda nos últimos anos. O estudo completo está disponível para consulta.

A projeção por segmento aponta: hiper e supermercados deve responder por R$ 2,97 bilhões, quase 70% do total; vestuário e acessórios, R$ 803,7 milhões; artigos de uso pessoal e doméstico, R$ 262,6 milhões; informática e comunicação, R$ 198,5 milhões; móveis e eletrodomésticos, R$ 80,2 milhões.

Informações adicionais

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirma que o consumo de lazer impulsiona o comércio, mas ressalta o impacto do custo do dinheiro no bolso do consumidor. A política de crédito restrito ajuda a limitar gastos com bens duráveis.

Por fim, a CNC aponta que a demanda por televisores enfrenta dificuldades financeiras, ainda que o preço das TVs tenha recuado ao longo de 2022 a 2026, com queda de 18,9% no IPCA-15. A procura por Smart TVs no e-commerce em maio ficou 15,6% abaixo do nível de 2022.

Renda e emprego são apontados como motores do varejo. O economista Fabio Bentes ressalta que a massa de rendimento real avançou 28,8% entre o 2º trimestre de 2022 e o 1º trimestre de 2026, enquanto a taxa de desocupação caiu de 9,3% para 6,1%. A inflação também recuou, de 12,2% para 4,6% no mesmo intervalo.

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