- O número de academias no Brasil quase triplicou entre 2015 e 2025, de 22 mil para pouco mais de 60 mil estabelecimentos.
- Aggregadores conectam empresas a diferentes estúdios cobrando comissão, movimento que ganha espaço no setor.
- Estudo da Ph.D Sports analisou mais de 1,25 milhão de alunos ao longo de cinco anos e identificou casos de canibalização, quando clientes entram por plataformas intermediárias em vez de direto.
- A taxa de canibalização varia por plataforma, ficando abaixo de 5% em algumas e chegando a quase 20% em outras, o que preocupa pela previsibilidade de receita.
- A gestão de dados e a diferenciação entre entrada por agregador e contratação direta são vistos como o principal desafio e, ao mesmo tempo, como caminho para crescer, com aposta em melhoria da experiência do cliente e da operação.
O Brasil registra expansão expressiva do número de academias, que quase triplicou de 2015 para 2025, de 22 mil para mais de 60 mil estabelecimentos. O dado é levantado pelo Panorama Setorial Fitness Brasil e divulgado pelo Jornal da USP.
Em meio a esse crescimento, cresce também a presença de agregadores que conectam redes de academias a estúdios, cobrando comissões pelo serviço. A Ph.D Sports realizou estudo sobre esse modelo, analisando comportamento de alunos em mais de cinco anos.
O estudo cruzou dados de mais de 1,25 milhão de alunos da rede Ph.D Sports, para entender entradas, recorrência e migração entre canais, buscando identificar casos de canibalização pelos agregadores.
Viktor Rossa, CEO da Ph.D Sports, aponta que o acesso à academia deixou de depender apenas da decisão individual. O pacote corporativo expandiu o alcance, mas elevou a preocupação com receita previsível e com a migração de clientes diretos para intermediários.
Segundo o levantamento, o índice de canibalização varia por plataforma. Algumas redes apresentam abaixo de 5%, consideradas administráveis; outras chegam a quase 20%, exigindo atenção das unidades. A diferença de comportamento entre usuários diretos e via agregadores também é enfatizada.
O modelo direto envolve decisão ativa de investimento pelo próprio cliente, que tende a manter frequência maior. Em pacotes corporativos, o acesso é mais facilitado, o que pode reduzir o custo percebido e comprometer a aderência à rotina.
Desafios de ocupação surgem quando o volume de acessos via agregadores sobe sem controle, pressionando horários de pico e afastando clientes diretos, o que impacta a relação com a equipe técnica e a ocupação das unidades.
Rossa projeta evolução do setor com maior maturidade para ambos os lados. Plataformas de benefício corporativo devem permanecer, e a gestão precisa ser mais sofisticada, medindo canibalização por plataforma e por unidade para transformar agregadores em clientes diretos.
Quem não se preparar em dados e estratégia pode ver a receita erodir com o tempo. A aposta do CEO é investir na experiência dentro da unidade para fortalecer vínculos com o aluno e converter usuários de agregadores em clientes diretos.
Para mais detalhes, o estudo completo pode ser consultado pela Ph.D Sports, citando dados do Panorama Setorial Fitness Brasil e do Jornal da USP. As informações destacam a necessidade de gestão de dados e de estratégias de retenção para o crescimento sustentável.
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