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Avaliação da Economia do Bem Comum de Mazzucato e o papel do Labour

Livro de Mariana Mazzucato lança economia do bem comum com cinco diretrizes: direção, co-criação, aprendizado coletivo, partilha de ganhos e responsabilização

The City of London financial district.
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  • Mariana Mazzucato apresenta uma nova economia do bem comum, em que a finalidade e o propósito orientam a atividade econômica, com o objetivo de direcionar recursos para metas coletivas.
  • O livro propõe cinco princípios-chave: direção clara, co-criação pelos cidadãos, aprendizado coletivo, compartilhamento de recompensas e responsabilização.
  • A ideia é ampliar o papel do Estado como facilitador da inovação e reformar a tributação, incluindo impostos sobre riqueza, para garantir que criadores de valor recebam parte justa dos ganhos.
  • Conceitos como contratos públicos com condições para reduzir preços de medicamentos e evitar patentes excessivamente fortes aparecem como instrumentos de predistribuição.
  • Embora o escopo seja global, o texto critica a tentativa do Labour de ter missões nacionais, defendendo que políticas eficazes exigem metas públicas de longo prazo voltadas ao bem comum, além de exemplos práticos como refeições escolares saudáveis na Suécia e cidades climicamente neutras na União Europeia.

A escritora e economista Mariana Mazzucato oferece, em novo livro, um marco sobre como a economia pode ser orientada por objetivos coletivos, em vez de priorizar apenas o crescimento. A obra revisa a ideia de “governo orientado por missões” e propõe uma economia do bem comum com propósitos claros.

Para a autora, a economia não é apenas a soma de forças de mercado, mas um conjunto de projetos com direção e finalidade. O financiamento deve mirar metas coletivas, e a criatividade empresarial precisa ser canalizada para o benefício público. O estado atua como enableur da inovação, não apenas como corretor de falhas.

O livro apresenta um “bússola” com cinco princípios: propósito e direção, cocriação com cidadãos, aprendizado coletivo, partilha de recompensas e responsabilização. A protagonista da proposta é a participação ampla na concepção de políticas públicas, para que soluções pareçam próprias das pessoas envolvidas.

Co-criação implica participação local na formulação de programas, para que cidadãos reconheçam propostas como suas. A partilha de recompensas aborda quem se beneficia da criação de valor econômico, incluindo comunidades indígenas e usuários de dados em plataformas digitais.

A obra defende reformas fiscais radicais, como mais impostos sobre riqueza, e condições robustas em contratos públicos. Também propõe mecanismos de predistribuição, assegurando salário justo entre trabalhadores e investidores que obtenham vantagem de recursos públicos.

A autora critica a visão de apenas corrigir falhas de mercado e aponta para a necessidade de direcionar a economia. Questiona, de forma contundente, o objetivo último de políticas de crescimento sem propósito claro.

Ao discutir o cenário político britânico, o livro analisa a tentativa do Labour de adotar políticas orientadas por missões. Embora haja semelhanças com as ideias de Mazzucato, a autora sustenta que as propostas do partido ainda carecem de clareza sobre o que significa o objetivo final do crescimento econômico.

A obra cita exemplos práticos, desde alimentação escolar saudável na Suécia até iniciativas da UE para cidades neutras em carbono e acordos internacionais sobre partilha de recursos genéticos. Esses casos ilustram como direções claras podem moldar resultados reais.

Com o olhar global, o texto também sugere que o papel do estado não é apenas regulador, mas facilitador da inovação. O livro recomenda pensar em direções para a economia, não apenas em corrigir falhas ocasionais, abrindo espaço para políticas públicas mais ambiciosas.

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