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Brasil adota apartamentos em linha de montagem; mudanças no tempo de entrega

Brasil adota construção modular volumétrica, encurtando prazos de entrega e ampliando previsibilidade de custos, seguindo Suécia, Japão e Coreia do Sul

O que muda no tempo de entrega
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  • Brasil se junta a Suécia, Japão e Coreia do Sul na adoção de construção modular volumétrica, com entrega até 50% mais rápida em relação ao método convencional.
  • Módulos tridimensionais são produzidos integralmente em fábrica e içados no canteiro, conectados por parafusos, solda estrutural ou sistemas de travamento.
  • Vantagens: redução de prazo entre 30% e 50%; até 90% menos resíduo sólido; melhoria de controle de qualidade, segurança do trabalho e previsibilidade de custo.
  • Adoção brasileira ocorre em dois caminhos: banheiros pod em hotéis e empreendimentos de alto padrão; programa Minha Casa Minha Vida avalia uso para acelerar entregas.
  • Principais desafios: logística e regulatório (normas ABNT); cenário esperado é de coexistência, com modular predominando em nichos de velocidade e repetição.

A construção modular volumétrica avança no Brasil, permitindo entregar unidades habitacionais com até 50% de redução no tempo de entrega. O conceito transforma cômodos inteiros em módulos produzidos em fábrica, montados no local por guindaste. O piso já pronto chega com menos entulho na calçada.

Em linhas gerais, cada unidade é dividida em módulos tridimensionais fabricados em ambiente industrial, com fiação, hidráulica e acabamentos prontos. No canteiro, os módulos são encaixados e conectados por meio de parafusos, solda ou sistemas de travamento.

> O que é a construção modular volumétrica

A técnica é conhecida como construção 3D offsite. Ela reduz o tempo total de obra porque até 80% do trabalho ocorre na fábrica, antes do terreno receber a fundação. Enquanto esta avança, os módulos já são montados para acelerar a entrega.

Parcerias entre setores públicos e privados impulsionam a adoção brasileira. Em hotéis e empreendimentos de alto padrão, banheiros e cozinhas prontos já são usados como módulos integrados. Programas de habitação também avaliam o offsite como alternativa ágil.

> Por que Suécia, Japão e Coreia adotaram o método

Esses mercados enfrentaram crises de mão de obra e alta demanda urbana. A Suécia desenvolveu sistemas modulares em madeira engenheirada desde os anos 1970. O Japão industrializou habitação após a reconstrução do pós-guerra, com empresas como Sekisui House.

A Coreia do Sul acelerou em habitação social após 2000, reduzindo prazos em até 40%. Nesses países, a previsibilidade de custo também pesou na mudança de modelo, além da velocidade.

> Vantagens concretas em relação à construção tradicional

O método permite que até 80% do trabalho ocorra na fábrica, paralelamente à preparação do terreno. A fundação acontece no local, enquanto os módulos chegam prontos para montagem.

Entre os benefícios registrados, destacam-se: redução de prazo entre 30% e 50%, até 90% menos resíduos, melhor controle de qualidade em ambiente indoor, maior segurança no trabalho e maior previsibilidade de custos.

> Como o Brasil está adotando a construção modular volumétrica

De um lado, grandes empresas já utilizam módulos para banheiros e cozinhas prontos em empreendimentos do Sudeste. Do outro, o programa Minha Casa Minha Vida avalia a industrialização para acelerar entregas em regiões com déficit.

Esses movimentos surgem da combinação entre demanda reprimida e mão de obra cara, contexto que já impulsionou Japão e Coreia a industrializar a habitação há décadas.

> Desafios reais para escalar no Brasil

O principal obstáculo é logístico: módulos de grande porte exigem transporte específico, e a infraestrutura de rodovias brasileiras é deficitária. A proximidade entre fábricas e canteiros é crucial para manter ganhos de tempo.

Outro entrave é regulatório: normas da ABNT para construção modular estão em atualização, e alguns municípios demandam maior preparação técnica para aprovar projetos offsite.

> A provável transformação no mercado brasileiro

Relatórios internacionais indicam participação crescente do offsite no mercado global até o fim da década, sem eliminar a obra tradicional no curto prazo. A tendência é de coexistência, com uso ampliado em habitação social, hotéis e hospitais modulares.

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