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Brasil tem economia resiliente, mas precisa reformas fiscais profundas diz FMI

FMI aponta resiliência econômica, pede reformas fiscais profundas e maior foco na dívida; alerta sobre risco de crédito ao consumidor

— Foto: Unsplash
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  • O FMI aponta que a economia brasileira é resiliente, mas são necessárias reformas fiscais profundas para colocar a dívida em trajetória de baixa, após a visita de 2026 para o Artigo IV.
  • O Fundo recomenda usar a receita extra com a alta do preço do petróleo para melhorar a credibilidade fiscal, com apoio temporário bem direcionado.
  • O FMI projeta recuperação no início de 2026 e crescimento em torno de 2,5% no médio prazo, com a inflação devendo convergir para 3% em meados de 2028.
  • O setor financeiro brasileiro é visto como resiliente; há cobrança por vigilância contínua, especialmente sobre o risco de crédito a pessoas físicas, e por reforçar a supervisão e o aparato do Banco Central.
  • Reformas estruturais e agenda de transformação ecológica devem apoiar o crescimento, mas é necessário avançar em ambiente de negócios, competição, participação no mercado de trabalho e descarbonização.

O FMI divulgou nesta segunda-feira uma avaliação sobre a economia brasileira, após a conclusão da visita do órgão ao Brasil para o Artigo IV de 2026. A missão foi liderada pelo economista Daniel Leigh.

A instituição aponta que o governo enfrenta o desafio fiscal, e reforça que reformas profundas são necessárias para colocar a dívida em trajetória de baixa. Debates sobre aperfeiçoar a credibilidade fiscal aparecem como prioridade.

O FMI destaca que o setor financeiro continua resistente, mas orienta vigilância contínua, principalmente sobre o risco de crédito para pessoas físicas. A recomendação inclui fortalecer a supervisão bancária e enfrentar a falta de mão de obra no Banco Central.

A equipe ressalta ainda que parte da receita adicional decorrente da alta do petróleo deve ser usada para sustentar credibilidade fiscal, com apoio temporário bem definido. A econômica projeta melhora gradual da atividade para 2026 e crescimento em torno de 2,5% no médio prazo.

Perspectivas e medidas

Segundo o FMI, o crescimento deve ganhar fôlego conforme políticas macroeconômicas permanecem enfocadas na inflação, com a projeção de convergência da inflação ao centro da meta em 2028.

A instituição recomenda reformas estruturais e agenda de transformação ecológica para sustentar o avanço econômico de médio prazo.

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