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Como as empresas atuam diante de investigações penais semelhantes a Andic

CNMV atualiza código de governança para exigir informações sobre investigações penais; Ibex-35 fixa regras de cessar, enquanto Mango não detalha procedimento interno

Jonathan Andic, hijo del fallecido fundador de Mango Isak Andic, abandonando los juzgados de Martorell tras abonar la fianza de un millón de euros para salir de prisión provisional, el pasado 19 de mayo.
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  • A CNMV incluiu no código de boas práticas medidas para proteger as empresas de possíveis danos reputacionais quando há investigação penal envolvendo membros do conselho.
  • Em Ibex-35, 23 companhias adotam regras que permitem o cese de um conselheiro por investigação penal, com outra parte usando critérios diferentes; cinco falam de “encausados” ou “processados”, e apenas Redeia cita “condenado”.
  • Repsol, Naturgy, BBVA e Solaria não detalham como agir diante de um conselheiro investigado em causas penais.
  • Mango, empresa não cotizada, viveu mudanças na governança após Jonathan Andic, ex-vicepresidente e conselheiro, ter entrado com fiança de 1 milhão de euros para sair da prisão provisória; ele também deixou funções “temporariamente”.
  • O grupo, controlado por Jonathan e suas duas irmãs, tem uma estrutura de governança fortalecida, com maioria de independentes entre os membros do conselho. A Puig, presidente, integra o conselho de Mango.

A Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) incluiu no código de boas práticas medidas para proteger a reputação de empresas diante de possíveis danos. O texto traz regras para que conselhos informem sobre investigações penais que possam afetar a imagem institucional.

Empresas espanholas costumam prever ações diante de conselheiros acusados ou investigados. Em grandes grupos, a reação varia desde o pedido de desligamento até a abertura de investigações internas, visando preservar o interesse dos acionistas e da marca.

Jonathan Andic, filho do falecido fundador do Mango, Isak Andic, esteve envolvido em uma investigação que impactou a governança do grupo. Ele foi detido em maio e saiu da prisão mediante fiança de um milhão de euros. O caso envolve a morte de Isak Andic em 14 de dezembro de 2024.

Mango: governança e posição do grupo

A Mango informou que Jonathan Andic decidiu se afastar temporariamente de suas funções, mantendo o cargo de vice-presidente e conselheiro em meio à investigação. O afastamento ocorreu com o apoio unânime do conselho, que passou a ter nove membros.

Além de Jonathan Andic, o grupo é controlado por familiares. O próprio Andic detém 95% do holding, acompanhado pelas irmãs. A empresa, não cotizada, é de caráter familiar, o que influencia decisões de governança em situação de crise.

Regulação e comparação com Ibex-35

Nos regulamentos de 35 empresas do Ibex-35, a maioria prevê o cese de conselheiros por investigação penal, principalmente em função do risco reputacional. Em 23 companhias, a situação de investigações justifica o afastamento; outras 5 tratam apenas de obrigação de informar.

A CNMV recomenda que regulamentos obriguem conselheiros a informar casos penais que possam prejudicar crédito ou reputação, com possível saída do conselho. Empresas como ACS, Inditex, Telefónica e Sabadell já incorporam tais diretrizes.

Mango e o futuro da governança

Mango não divulga publicamente um reglamento específico do conselho. Em 2023, Isak Andic fortaleceu a governança, ampliando o conselho de quatro para nove integrantes, com maioria independente. Atualmente, seis são independentes, incluindo Marc Puig e ex-dirigentes de outras empresas.

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