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Dólar abaixo de R$ 5 impulsiona importações brasileiras da China

Queda do dólar abaixo de R$ 5 acelera pedidos de produtos chineses, com alta de 20% e embarques digitais, indicador prévio de importações nos próximos meses

Porto de Paranaguá
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  • A queda do dólar abaixo de R$ 5 acelerou o apetite brasileiro por produtos importados da China.
  • A China Gate registrou alta de 20% nos pedidos vindos da China em relação ao mesmo período do ano passado.
  • Embarques de contêineres e operações de importação digital ganham impulso, mas ainda não aparecem na balança comercial.
  • Parte desse movimento tende a se refletir nas estatísticas oficiais de importação a partir de junho.
  • Motivos: câmbio mais favorável, recomposição de estoques e ganho de margem; cerca de 80% da variação cambial impacta o custo total.

O recuo do dólar abaixo de R$ 5 acelerou o apetite de empresas brasileiras por importações da China. A informação é apresentada pela China Gate, empresa especializada em operações China-Brasil, que acompanha o fluxo entre os dois países.

Segundo a China Gate, houve alta de 20% no volume de pedidos em comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa também aponta crescimento no embarque de contêineres na frente de importação digital. Os números, porém, ainda não aparecem na balança comercial.

Trata-se de um indicador preditivo, já que se refere a pedidos e embarques em formação que devem se transformar em estatísticas oficiais nos próximos meses. A expectativa do setor é de que parte desse movimento chegue aos consumidores a partir de junho.

A empresa aponta que a combinação de câmbio mais favorável, recomposição de estoques e busca por margem tem levado importadores a acelerar decisões de compra. Em 64 reuniões com clientes, os principais motivos citados foram redução de custos, ampliação de portfólio, diversificação de mix e ganho de competitividade.

Segundo o CEO da China Gate, Rodrigo Giraldelli, cerca de 80% da variação cambial impacta o custo total da importação. Com dólar mais baixo, as firmas passaram a comprar com maior frequência produtos já validados e a testar novas categorias.

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