O dólar comercial fechou a sessão desta segunda-feira, 1º de junho de 2026, em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,023. O Ibovespa caiu 0,91%, aos 172.197 pontos, pressionado principalmente por ações dos setores financeiro e de mineração. O movimento ocorreu mesmo com o dólar oscilando perto da estabilidade durante boa parte do dia e intensificando as perdas no período da tarde, acompanhando a melhora do apetite por risco nos mercados globais.
A semana começa refletindo os desdobramentos de conflitos no Oriente Médio e sua repercussão nos mercados. A suspensão de diálogo entre Teerã e Washington elevou tensões, ajudando a impulsionar os preços do petróleo. O Brent subiu 4,24%, para US$ 94,98 o barril, e o WTI avançou 5,49%, para US$ 92,16. O cenário foi favorável ao real, em função da relevância do Brasil como exportador da commodity.
Mesmo com a valorização do petróleo, o Ibovespa fechou em queda diante de piora em dois papéis крупных: Vale, Itaú Unibanco e Bradesco contribuíram para o ajuste do índice. Entre os fatores domésticos, números de inflação também chamaram atenção dos investidores.
Fatores de mercado
Investidores repercutiram a alta nas projeções de inflação para o Brasil. O Boletim Focus mostrou a estimativa para o IPCA de 2026 subindo de 5,04% para 5,09%. O dado mantém o indicador acima do teto da meta do Banco Central, influenciando a percepção de risco.
A oscilação cambial também acompanhou o desempenho externo. O dólar registra queda acumulada de 8,5% em 2026, em linha com a recuperação de ativos de risco e com a busca por ativos considerados menos arriscados pelos investidores globais.
Perspectivas e impactos
A valorização do petróleo tende a sustentar o fluxo de exportações brasileiras, beneficando o real em períodos de alta, embora o ritmo de ajuste dependa de fatores como política monetária externa e demanda global. No mercado local, a atuação de bancos e empresas de mineração permanece central para o desempenho do índice.
As próximas sessões deverão trazer novos dados econômicos e resultados corporativos que podem alterar o humor dos investidores. O foco permanece em indicadores de inflação, política monetária e evolução dos conflitos geopolíticos que afetam os preços de commodities.
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