- Drift, sexta empresa da Beta Rede, chega ao mercado com modelo híbrido que combina captação tradicional e geração sintética, tratando a IA como braço estratégico da narrativa.
- A empresa foca na criação de ativos para múltiplas plataformas, mantendo consistência visual e narrativa em larga escala, com governança de dados e proteção de obras.
- Já realizou 24 projetos que usam tecnologia generativa no fluxo de produção, estimando redução de cerca de 40% no prazo em relação a modelos tradicionais.
- Destaques incluem parceria no lançamento do Haval H6 2026 (GWM), projeto institucional dos 100 anos do Laboratório Fleury e soluções para a Asics; foi selecionada para o AIC em Curta-Metragem e Comercial.
- Sede no Brasil, com planos de expansão internacional nos próximos três anos, mirando o mercado asiático, principalmente a China.
A Drift, nova empresa da Beta Rede, chega ao mercado com uma abordagem híbrida que integra tecnologia generativa e captação tradicional. O objetivo é usar a IA como braço estratégico para narrativa, eficiência e negócio, não como substituição criativa. A empresa atua como diretora de operações audiovisuais com foco em tecnologia generativa.
A proposta é transformar a produção audiovisual por meio de ativos que possam ser desdobrados em múltiplas plataformas, mantendo consistência visual e narrativa em larga escala. O modelo híbrido combina captação convencional com geração sintética, visando entregas mais ágeis e personalizadas para marketing e entretenimento.
Tecnologia como diferencial estratégico
A Drift incorpora IA desde o planejamento e roteirização, não apenas para efeitos isolados. O cofundador e diretor de sistema criativo, Diego Locatelli, afirma que a tecnologia amplia as possibilidades do audiovisual e serve como ferramenta dentro de uma lógica publicitária clássica, com foco em conceito e estratégia antes da execução técnica.
A empresa também investe na geração de dados próprios e em bases de referência para aumentar a autoria e a segurança no uso dos modelos. A governança de informações e o acompanhamento jurídico das obras integram a estrutura, proporcionando maior previsibilidade para projetos e clientes.
Eficiência operacional e cases de sucesso
Antes do lançamento oficial, a Drift já assinou 24 projetos que utilizaram IA em diferentes etapas do fluxo de produção, segundo a companhia. A estimativa é de reduzir o prazo em média cerca de 40% em relação a fluxos tradicionais, ampliando versões, testes e desdobramentos narrativos. Campanhas podem gerar mais conteúdo a partir de um mesmo sistema.
Entre os trabalhos destacados estão o lançamento do Haval H6 2026, da GWM, para estruturar a base visual da campanha, e soluções para o projeto institucional dos 100 anos do Laboratório Fleury. A Drift também criou sistemas híbridos para a Asics, o que lhe rendeu presença no AIC, festival da Human Academy, nas categorias Curta-Metragem e Comercial.
Integração ao ecossistema Beta Rede
A Drift é a sexta empresa da Beta Rede, que já reúne Prósper, Camisa 10, Buzz.me, Node Analytics e Ecosocial. A holding, liderada pelo CEO Rimaldo de Sá, opera no chamado modo beta, com cultura voltada à experimentação e adaptação às transformações digitais.
Rimaldo de Sá afirma que compreender contexto, comportamento e dados ajuda clientes a manter relevância. As necessidades de mercado — vender mais, diferenciar produtos, construir marca — permanecem, mas as formas de atendê-las evoluem. A Drift surge como resposta para escalar o consumo de conteúdo audiovisual.
Expansão global e perspectivas
Com sede no Brasil, a Drift planeja expansão internacional nos próximos três anos, com foco no mercado asiático, especialmente a China. A meta é consolidar atuação não apenas na publicidade, mas também em entretenimento, comunicação pública e vídeos institucionais de alta complexidade, tornando-se referência global em operações audiovisuais que conciliam criatividade humana e processamento de IA.
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