- O Boletim Focus mostra alta na inflação projetada: IPCA de 5,09% em 2026, 4,02% em 2027 e 3,66% em 2028.
- A estimativa de inflação inclui o impacto da guerra no Irã e da pressão de preços de alimentos e combustíveis ao redor do mundo.
- A decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas é citada como risco que pode reduzir investimentos e afetar o uso do Pix, segundo especialistas.
- O dólar caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16 e o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisado de 3,89% para 3,9%.
- A Selic permanece em 13,25% neste ano, com expectativa de queda de 0,25 ponto porcentual na reunião de junho; nos próximos dois anos, as projeções são 11,25% (2027) e 10% (2028).
Os economistas elevam a previsão de inflação para 2026 e para os dois anos seguintes, com o impacto da guerra no Irã nos preços de combustíveis e de alimentos globalmente.
Segundo o Boletim Focus, analistas veem o IPCA mais alto até 2028, diante de riscos externos que afetam commodities e fluxos de investimento.
A decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas é citada como possível gatilho de menor investiment o país e efeitos sobre o uso de meios de pagamento no Brasil, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
Para o BC, a projeção do IPCA subiu de 5,04% para 5,09% neste ano, o maior percentual previsto até agora, ainda acima da meta de 3%.
As expectativas de inflação continuam altas, mas as previsões de Selic permaneceram estáveis em 13,25% neste ano, com expectativa de corte de 0,25 p.p. entre 16 e 17 de junho.
A taxa de juros projetada para 2027 fica em 11,25%, e para 2028 em 10,0%, com ajustes apenas graduais ao longo do período.
No câmbio, a expectativa para o dólar caiu de 5,17 para 5,16 reais, enquanto o PIB brasileiro passou de 3,89% para 3,9%.
Entre na conversa da comunidade