- A Soprano informou um investimento de 150 milhões de reais para os próximos cinco anos, com foco em logística, automação e expansão industrial.
- O objetivo é ultrapassar 1 bilhão de reais de faturamento em 2026.
- Serão criados dois novos centros de distribuição, em caxias do sul (RS) e navegantes (SC), com duplicação da capacidade de armazenagem.
- O centro de navegantes terá 10 mil metros quadrados; também está prevista a ampliação da unidade de Farroupilha e a criação de 200 empregos diretos.
- A empresa atua em fechaduras, ferragens, materiais elétricos, componentes para móveis, utilidades térmicas e refrigeração; as exportações respondem entre 5% e 10% da receita. O CEO é Cyro Gazola.
A fabricante gaúcha de fechaduras Soprano anunciou um plano de investimentos de 150 milhões de reais para os próximos cinco anos. A meta é ampliar logística, automação e produção, visando superar 1 bilhão de reais de faturamento em 2026. O projeto inclui criação de 200 empregos diretos e a abertura de dois centros de distribuição no Sul do país, além da duplicação da capacidade de armazenagem.
Fundada em 1954, em Farroupilha, a Soprano tem cerca de mil funcionários e mais de 4 mil itens no portfólio. A empresa atua em quatro frentes: fechaduras e ferragens, materiais elétricos, componentes para móveis e utilidades térmicas e refrigeração. Hoje, a divisão de fechaduras responde por mais da metade da receita.
A operação logística será a principal alavanca do crescimento. Dois novos centros de distribuição serão erguidos em Caxias do Sul (RS) e Navegantes (SC). A estrutura catarinense terá 10 mil metros quadrados e aproxima estoques dos principais mercados.
A Soprano afirma que a proximidade com clientes reduzirá prazos de entrega e ampliará a disponibilidade de produtos. A iniciativa também visa atender com maior eficiência mercados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Além da logística, parte do investimento irá expandir a unidade industrial de Farroupilha, com foco na produção de fechaduras e componentes metálicos. O objetivo é manter a base de crescimento da companhia sem depender de um único segmento.
A gestão atual chega há cerca de um ano, sob comando de Cyro Gazola, ex-CEO de companhias controladas por fundos. Gazola diz que o plano de 150 milhões consolida o novo ciclo de crescimento da Soprano, com revisão de portfólio e fortalecimento comercial.
A Soprano também busca ampliar presença internacional. Hoje, exporta entre 5% e 10% da receita, com atuação predominante no Mercosul. A empresa mantém há mais de duas décadas uma estrutura em Xangai, na China, para relacionamento com fornecedores e apoio a operações internacionais.
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