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Falência da GM completa 17 anos e trajetória até o Chapter 11

GM sai do Chapter Eleven com nova estrutura, menos marcas e apoio do governo, evitando efeito dominó na cadeia automotiva

Foto: Gerada por IA
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  • Em 1º de junho de 2009, a General Motors entrou com pedido de proteção pelo Chapter 11 no tribunal federal de Manhattan, nos EUA.
  • Na época, a empresa tinha US$ 172,81 bilhões em dívidas e US$ 82,29 bilhões em ativos, tornando-se a maior falência industrial da história dos Estados Unidos até então.
  • A crise foi causada por problemas estruturais de longa data, custos fixos elevados e uma crise de crédito que intensificou perdas de cerca de US$ 81 bilhões nos quatro anos anteriores.
  • O governo americano investiu cerca de US$ 30,1 bilhões para manter a empresa funcionando durante o Chapter 11, ficando com aproximadamente 60% da nova GM; Canadá e Ontário contribuíram com cerca de 12%.
  • A Nova GM passou a concentrar-se em quatro marcas principais — Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC — e encerrou ou vendeu outras bandeiras, saindo do Chapter 11 em 10 de julho de 2009.

A General Motors entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos em 1º de junho de 2009, com dívidas estimadas em US$ 172,81 bilhões. A operação ocorreu em meio a uma crise financeira global que atingiu a indústria automotiva e exigiu apoio estatal para evitar o colapso total da empresa. O pedido foi apresentado no tribunal federal de Manhattan pelo Chapter 11.

A medida permitiu que a GM continue funcionando enquanto renegociava dívidas, contratos e custos. O processo contou com suporte direto do governo americano, que avaliou o risco de um efeito dominó sobre fornecedores, concessionárias e empregos. A montadora registrou ativos de US$ 82,29 bilhões no início do processo.

A falência colocou a GM entre as maiores falências do país e a maior crise industrial já enfrentada por uma montadora. A crise resultou de custos fixos elevados, obrigações com aposentados, perda de participação de mercado e competição com montadoras japonesas mais eficientes, agravada pela crise de crédito de 2008.

O governo dos EUA interveio para evitar o colapso total da cadeia automotiva. O Tesouro destinou cerca de US$ 30,1 bilhões em financiamento para manter a empresa operando durante o Chapter 11, em troca de participação de aproximadamente 60% na nova GM. Canadá e Ontário também contribuíram com cerca de 12%.

A estrutura resultante dividiu a empresa em duas: a Nova GM, com ativos viáveis e as principais marcas, e a antiga GM, renomeada Motors Liquidation Company, com passivos e ativos problemáticos. Marcas menos estratégicas foram encerradas ou vendidas, incluindo Pontiac, Saturn, Hummer e Saab.

A Nova GM adotou um portfólio reduzido, focalizado em Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC, com fechamento de fábricas, redução de quadro de funcionários e menor rede de concessionárias. Os custos operacionais caíram e a empresa passou a operar com menos marcas e maior eficiência.

Em julho de 2009, a GM afirmou ter saído da proteção judicial, aproximadamente 40 dias após o pedido. O Tesouro dos EUA informou que investiu US$ 49,5 bilhões na reestruturação, recuperando cerca de US$ 39 bilhões até a venda final de sua participação em 2013, registrando perda aproximada de US$ 10,5 bilhões.

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