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Falta de chips pode reduzir mercado global de smartphones em 2026

Crise de chips de memória intensifica a contração global de smartphones, atingindo especialmente os modelos de entrada e pressionando produção e margens

Imagem mostra área externa de fábrica da Samsung na província de Bắc Ninh, no Vietnã;
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  • O mercado global de smartphones deve cair 13,9% em 2026, para 1,08 bilhão de unidades, devido à escassez de chips de memória.
  • A previsão é mais pessimista do que a de fevereiro, que apontava queda de 12,4% com tensão no abastecimento de chips.
  • Smartphones de entrada são os mais afetados, pois fabricantes de chips priorizam itens ligados à IA, elevando custos e reduzindo rentabilidade.
  • Apple e Samsung apresentam melhor desempenho relativo, com fornecimento estável de chips e margens mais altas.
  • Transsion deve recuar 32% nas remessas este ano; Xiaomi e Honor devem cair 28% e 20%, respectivamente.

O mercado global de smartphones deverá registrar neste ano a maior contração de sua história. A previsão aponta queda de 13,9% em 2026, para 1,08 bilhão de unidades, segundo a Counterpoint Research. O recuo é consequência da escassez de chips de memória.

A consultoria aponta que a demanda de modelos de entrada é a mais afetada, já que fabricantes redirecionam capacidade de produção para componentes relacionados à IA. Com isso, aparelhos mais baratos ficam mais caros e, em alguns casos, deixam de figurar no radar do consumidor.

Os preços de atacado subiram 14% no primeiro trimestre, enquanto as remessas caíram 3,1% ante o mesmo período de 2025. A tendência deve se intensificar com o esgotamento de estoques, levando ao risco de tiragens de modelos abaixo de US$ 150.

Cenário atual

Para a Counterpoint, a principal dificuldade está na escassez de chips de memória, considerada a mais grave já enfrentada pela indústria de smartphones. Fabricantes não conseguem compensar os impactos por meio de ajustes de preço ou de alterações de produto.

Entre os grandes players, a Apple mantém desempenho estável, com receita favorecida pela linha iPhone 17 e remessas previstas para permanecerem estáveis em 2026. A fabricante também tende a ampliar participação de mercado com fornecimento mais estável e margens elevadas.

A Samsung Electronics manteve volumes no primeiro trimestre e aponta queda de até 4% nas remessas ao longo do ano, beneficiada por fornecimento estável e uma linha de produtos consistente. O desempenho fica acima da média do setor.

No grupo de fabricantes com maior exposição a smartphones abaixo de US$ 150, a Transsion deve enfrentar queda de 32% nas remessas neste ano. Xiaomi e Honor devem recuar 28% e 20%, respectivamente, segundo a Counterpoint.

Com agências

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