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Grupo de credores da Zâmbia rejeita recompra de 1,36 bi de dólares

Grupo de credores de título zambiano de 1,36 bilhão de dólares contesta a oferta de recompra, dizendo termos são adversos e podem acionar cláusula de limpeza com 75% dos títulos tenderizados

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  • Grupo de detentores de um título zambiano de US$ 1,36 bilhão com vencimento em 2053 contesta a oferta de recompra lançada pelo governo.
  • Credores afirmam que a operação não foi negociada e que os termos são “materialmente adversos” aos interesses dos detentores.
  • O posicionamento foi divulgado em uma declaração na sexta-feira pelos advogados do grupo ad hoc.
  • Eles alertam que, se 75% dos títulos forem tenderizados, pode ser acionada a cláusula de clean-up call, permitindo o resgate de todos os títulos remanescentes.
  • Isso poderia cortar eventuais ganhos futuros dos detentores, incluindo um aumento iminente do cupom.

Um grupo de detentores de uma obrigação zambiana de US$ 1,36 bilhão com vencimento em 2053 rejeitou a oferta de troca lançada pelo governo. A operação visa a recompra de títulos por meio de um tender, sem negociação prévia, segundo declarações do grupo.

Em nota divulgada na sexta-feira pelos advogados do conjunto de credores, os interlocutores disseram que as condições da oferta são materialmente adversas aos interesses dos detentores. Foi alertado que, se 75% dos títulos forem tenderizados, pode ser acionada a cláusula de clean-up, permitindo a redenção de todos os papéis remanescentes.

Isso significaria encerrar qualquer possibilidade de ganhos futuros para os investidores, incluindo um eventual aumento de cupom, conforme apontam os credores. A comunicação não detalha outras consequências da medidas previstas na proposta.

Detalhes da Proposta e Impactos

O grupo de credores relatou que a negociação não ocorreu e que os termos propostos não favorecem o desempenho financeiro dos detentores. Não houve confirmação oficial sobre a posição do governo zambiano ou sobre os próximos passos do processo de recompra.

Ainda não há divulgação de rumo oficial por parte do governo da Zâmbia nem de novas datas para a operação. O cenário mantém os credores atentos a eventuais comunicados que expliquem as condições e o cronograma da tender.

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