- O mercado de engenharia de software está difícil, com demissões em massa aumentando a concorrência por vagas.
- A IA passou a escrever código e documentação, e as entrevistas não acompanharam essa mudança, tornando o processo de contratação mais desafiador.
- Um relatório do Google aponta que 90% dos trabalhadores de tecnologia usam IA para tarefas de programação, o que refletiu na rotina diária.
- Empresas estão mudando a avaliação de candidatos: menos foco em codificação bruta e mais em tomada de decisão e resolução de problemas, com uso de IA permitido em alguns casos.
- Havia preocupações com trapaças e com a rápida mudança de requisitos, já que linguagens e tarefas podem ser substituídas ou ajustadas pela IA.
O mercado de engenharia de software passa por mais dificuldade devido à ascensão da IA, que transforma rotinas de programadores e eleva a concorrência pelas vagas. Demissões em massa reduzem a oferta, aumentando a disputa por cada posição.
Especialistas apontam que o processo seletivo não acompanhou as mudanças, e gestores relatam dúvidas sobre identificar quem realmente tem perfil para a função. A IA já escreve código e documenta projetos, mudando prioridades das empresas.
Gerentes de contratação enfrentam o desafio de avaliar candidatos quando ferramentas de IA ganham peso no trabalho diário. O tema ganhou destaque em entrevistas com profissionais de carreira e engenheiros de software.
A adoção da IA na indústria é vista como intensa: 90% dos trabalhadores de tecnologia usam IA para tarefas técnicas, entre elas escrever código, segundo um relatório do Google. O dado mostra o ritmo da transformação.
Mudança nos processos seletivos
A IA pode acelerar entregas, analisar dados e facilitar soluções, o que redesenha o papel do engenheiro. Executivos citam ganhos de velocidade, mas destacam a necessidade de novas metodologias de avaliação.
Algumas entrevistas já privilegiam perguntas que revelam pensamento crítico e capacidade de decisão, em vez de apenas habilidades de codificação. Entrevistados relatam uso variável de ferramentas de IA durante o processo.
Candidatos relatam resistência de algumas empresas a permitir IA em testes, enquanto outras abrem espaço para experimentação. A lacuna entre prática de trabalho com IA e testes tradicionais persiste.
Ao mesmo tempo, demissões no setor seguem ocorrendo em 2025 e 2026, com a IA sendo citada como motivo em avaliações de empresas de recolocação. O cenário reforça a importância de adaptar os critérios de escolha.
Quem está envolvido inclui empresas de tecnologia, recrutadores e profissionais de engenharia. Entre os nomes citados estão líderes de grandes grupos de tecnologia e startups que exploram novos formatos de avaliação.
O que se observa é um mercado em transição: linguagem de programação pode mudar rapidamente com IA, e o desafio é distinguir competência técnica de capacidade de colaborar com ferramentas avançadas.
Onde isso acontece não se restringe a um país específico; a discussão está presente em entrevistas e processos de seleção globais, refletindo tendências de toda a indústria de tecnologia.
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