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Ibovespa registra pior mês desde 2023

Ibovespa fecha maio com queda de 7,22%, pior mês desde 2023, puxada pela guerra no Irã e pela volatilidade eleitoral no Brasil

Somente no mês de maio, o Ibovespa perdeu 7,22% em termos nominais, encerrando esse período aos 173.787 pontos - (crédito: Nelson Almeida/AFP )
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  • Ibovespa fechou maio com queda de 7,22%, o pior mês desde fevereiro de 2023, aos 173.787 pontos.
  • O índice sofreu sete semanas seguidas de desvalorização, apesar de ter chegado próximo de 200 mil pontos na semana de 13 de abril.
  • Especialistas apontam a prolongação da guerra no Irã como principal fator de saída de capitais e de maior aversão ao risco.
  • A volatilidade também é associada à disputa eleitoral no Brasil, com expectativa de oscilações até o fim do ano.
  • O petróleo recuou no fim de maio, com Brent caindo 17,4% e WTI 16,8%, pressionando ações do setor de energia, como Petrobras.

O Ibovespa fechou com queda na sexta-feira, completando o melhor mês desde fevereiro de 2023 para o índice da B3. O patamar de 173.787 pontos encerrou maio, após sete semanas consecutivas de baixa, com desvalorização de 7,29% em dois meses. O recuo ocorreu mesmo com o volume histórico acumulado no começo de 2026.

No mês, o índice chegou a ficar próximo de superar a marca histórica de 200 mil pontos na semana de 13 de abril, mas perdeu força desde então. A trajetória recente mostra a bolsa em movimento de curto prazo adverso, enquanto o real se valoriza frente ao dólar em meio a ambiente externo volátil.

A performance acumula alta de 7,86% no ano até meados de abril, mas desde então o relativo impulso veio perdendo fôlego. O cenário externo tem influenciado o apetite a risco, refletindo também sinais de aversão global a ativos emergentes.

Cenário macro e política

Especialistas afirmam que a guerra no Irã e a persistência de incertezas políticas no Brasil elevam a volatilidade. Fluxos de capital estrangeiro recuaram, em linha com a proteção a ativos seguros nos EUA. A sinalização de que os juros permanecerão altos favorece a saída de recursos de mercados emergentes.

Para analistas, o fluxo de dinheiro para Treasuries aumenta a cada novo sobressalto geopolítico. Mesmo com múltiplos da bolsa em patamares relativamente baixos, a falta de liquidez em ações brasileiras persiste diante da demanda por segurança global.

Investidores monitoram a temporada eleitoral brasileira, marcada para outubro. Atribui-se ao processo político interno uma continuidade de oscilações até o fim do ano, com impactos esperados na percepção de risco e na volatilidade do Ibovespa.

Petróleo e energia

O recuo internacional do petróleo também pesa sobre o humor dos agentes de mercado. O Brent encerrou maio com queda de 17,4%, negociado por volta de US$ 91,12 o barril, e o WTI recuou 16,8% no mês, para cerca de US$ 87,36. Declarações indicativas de avanços diplomáticos geraram volatilidade nas cotações.

No Brasil, ações do setor de energia, incluindo Petrobras, registraram pressão diante da queda do petróleo no mercado global. O desempenho do setor reflete o ambiente de menor impulso para commodities, somando-se aos efeitos de aversão a risco.

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