- Desde 2012, o IDH do Brasil subiu de 0,744 para 0,805, atingindo recorde histórico, conforme estudo do PNUD.
- Mesmo com o avanço, persiste desigualdade regional, racial e de gênero que desafia o desenvolvimento.
- O IDH depende de educação, saúde e renda; políticas públicas como educação universal, financiamento educacional e ações do SUS foram fundamentais.
- A renda per capita foi impactada por recessão de 2015–2016, recuperação recente e pela chamada armadilha da renda média, que dificulta avanços contínuos.
- Mudanças demográficas e a evolução social ao longo de décadas contribuíram para a melhoria, mas as disparidades regionais ainda impedem resultados uniformes.
O Brasil atingiu o maior IDH da história, conforme estudo do PNUD. O índice subiu de 0,744 em 2012 para 0,805, entre 2012 e 2024. Apesar do recorde, persiste desigualdade regional, racial e de gênero.
O IDH reúne educação, saúde e renda. A educação avalia anos médios de estudo e escolaridade dos jovens; a saúde, a expectativa de vida; a renda, a renda nacional bruta per capita. Essas mudanças refletem políticas públicas e transformações sociais acumuladas.
Para o pesquisador Fernando Coelho, da USP, o desenvolvimento é variável estrutural. O aperfeiçoamento ocorre ao longo de décadas, com efeitos dependentes de ações de longo prazo e de condições demográficas e sociais.
Desempenho e componentes do IDH
O professor destaca o papel da Constituição de 1988 na ampliação de direitos sociais. A universalização da educação básica, o Fundeb, programas de transferência de renda e o SUS contribuíram para avanços significativos.
Outros fatores citados são a estabilização econômica pós-Plano Real, a valorização do salário mínimo e a ampliação do acesso ao trabalho. Mudanças demográficas, como maior expectativa de vida, também influenciam o quantitativo geral.
Desafios de renda e desigualdades
O período analisado enfrentou a recessão de 2015-2016 e meses de crescimento fraco até a recuperação recente. A renda per capita depende diretamente desse ciclo econômico, mantendo o desafio da chamada armadilha da renda média.
Além disso, as disparidades regionais persistem. Mesmo com o índice elevado, Estados, municípios e grupos sociais apresentam realidades distintas, o que evidencia a necessidade de políticas distribuídas e sustentáveis.
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