- A tabela de cirurgias de reconstrução mamária pelo SUS foi reajustada em 13% e os novos valores passam a valer a partir de junho.
- O governo estima investir mais de R$ 27 milhões por ano nesse tipo de cirurgia.
- Com o reajuste, a expectativa é realizar aproximadamente 16,7 mil novos procedimentos por ano.
- Anteriormente, apenas cerca de 20% das pacientes conseguiam realizar a cirurgia pelo SUS, segundo especialistas.
- O objetivo é garantir que a reconstrução seja viável, com acesso equitativo entre pacientes da rede pública e da rede privada, assegurando dignidade e continuidade do tratamento.
O SUS terá reajuste na tabela de cirurgias de reconstrução mamária. A mudança veio por meio de portaria do governo federal e passa a valer em junho. O objetivo é ampliar o acesso e reduzir barreiras para essas operações.
A nova faixa de valores representa um aumento de 13%. O governo estima um investimento superior a 27 milhões de reais por ano nessas cirurgias. O aumento deve permitir a realização de cerca de 16,7 mil procedimentos anuais adicionais.
Antes da mudança, apenas cerca de 20% das pacientes tinham viabilidade de realizar a reconstrução pelo SUS. O mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, afirma que o reajuste pode viabilizar a disponibilidade da prótese e a atuação de profissionais qualificados em mais unidades de saúde.
Para Novita, o foco não é apenas a cura, mas a dignidade da paciente. Ele enfatiza que a reconstrução deve sair do papel em hospitais públicos, para que a mulher tratada pelo SUS tenha condições semelhantes à de quem está na rede privada. A meta é reduzir disparidades regionais nesse atendimento.
O médico também destaca a necessidade de ampliar a chegada de próteses e de profissionais capacitados. Em muitos locais, o diagnóstico de câncer de mama ainda é tardio, o que ele aponta como cenário que a política pública precisa enfrentar para manter a vida pessoal e a integridade física das pacientes.
Dados do reajuste e impacto
O reajuste financeiro foi anunciado pelo governo federal e tem como esperança aumentar o número de procedimentos. A estimativa é que, com o aumento, mais pacientes consigam realizar a cirurgia pelo SUS, reduzindo entraves logísticos e de custo para as unidades de saúde.
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