- Isabel Schnabel, membro do Conselho Executivo do BCE, afirmou que danos à infraestrutura energética e às cadeias globais de suprimentos já mudaram a dinâmica dos preços.
- Segundo ela, os impactos inflacionários da guerra no Irã podem exigir uma resposta do BCE, mesmo com o possível fim do conflito.
- A dirigente destacou o aumento do risco de desancoragem das expectativas de inflação.
- Ela ressaltou que o choque difere de crises anteriores por combinar efeitos sobre demanda global e custos de produção.
- Ainda não está claro quantas altas de juros serão necessárias; é preciso acompanhar a evolução da situação no Oriente Médio.
O Banco Central Europeu (BCE) afirmou que não pode mais ignorar os efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio, em especial o conflito envolvendo o Irã. Os danos à infraestrutura energética e às cadeias globais de suprimentos já provocam mudanças mais persistentes na dinâmica dos preços.
Isabel Schnabel, membro do conselho executivo do BCE, participou de uma conferência em Seul nesta segunda-feira, promovida pelo Banco da Coreia. Em sua fala, ela destacou o risco de desancoragem das expectativas de inflação e a necessidade de monitorar o desenrolar do conflito no Oriente Médio.
Segundo Schnabel, o choque difere de crises energéticas anteriores por combinar impactos sobre a demanda global e os custos de produção. Ela apontou que aumentos de preços ao produtor na China e em outras economias tendem a se espalhar pela cadeia de suprimentos, elevando a inflação de bens manufaturados.
A dirigente indicou que o BCE pode exigir resposta de política monetária mesmo com o eventual encerramento do conflito. Ainda não há definição sobre o número de altas de juros, que depende de como a situação evolui no Oriente Médio.
Ela avaliou que o atual cenário pode ampliar pressões inflacionárias globais, já que as interrupções afetam custos de produção e o ritmo de demanda. A mensagem é de cautela e vigilância sobre a trajetória da inflação nos próximos meses.
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