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Natalia Beauty planeja transformar salão de R$23 milhões em máquina de escala

Natalia Beauty aponta falhas de CRM, cultura e jornada do cliente na rede de Belém, com 13 unidades e faturamento de R$ 23 milhões, para orientar expansão

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  • Natalia Beauty visitou a Hasewaga Estúdio de Beleza, rede com 13 unidades, cerca de 600 profissionais e faturamento de R$ 23 milhões, para avaliar como crescer sem perder cultura e padrão.
  • Gargalo 1: a rede não tem CRM centralizado; cada unidade usa sistemas diferentes, o que dificulta entender frequência, ticket médio, comportamento e risco de evasão.
  • Gargalo 2: cultura e padrão não engolem com facilidade; há manual de franquias, mas a aplicação prática não é contínua, exigindo sistema para treinamento constante.
  • Gargalo 3: jornada digital apresenta atritos, como dificuldade de encontrar unidade, muitos cliques e ausência de botão do WhatsApp, o que reduz a conversão.
  • Recomendações: adotar plataforma integrada com API aberta e IA, criar escola própria de formação e serviço interno de encantamento ao cliente para medir satisfação e padronizar a experiência.

Natalia Beauty visitou a Hasewaga Estúdio de Beleza, rede criada por Jéssica e Helyezer Hasewaga, para analisar operações, no contexto do episódio Choque de Gestão da EXAME. O painel avaliou a rede, que soma 13 unidades e faturamento anual de cerca de R$ 23 milhões, em busca de escalabilidade sem perder cultura e padrão.

A inspeção ocorreu em um cenário de expansão acelerada. A Hasewaga já conta com sete franqueados e cerca de 600 profissionais. O objetivo é entender como manter consistência de serviço enquanto cresce para além do eixo Belém.

Entre os pontos avaliados, Natalia destacou a ausência de um CRM centralizado. Cada unidade usa sistemas diferentes, dificultando o histórico, a segmentação e a retenção de clientes, o que, segundo a analista, eleva o custo de aquisição de novos clientes.

Outra área em foco foi a cultura e o treinamento. Embora exista um manual de franquias, a aplicação prática não é contínua. A proposta envolve criar uma escola própria de formação profissional para alinhar mão de obra à identidade da marca.

Além disso, a experiência digital foi identificada como gargalo. O site e o Instagram apresentam atritos que podem reduzir a taxa de conversão, como dificultar o acesso ao WhatsApp e a localização de unidades. A otimização da jornada do cliente aparece como prioridade.

Propostas de melhoria

A recomendação envolve migrar para uma plataforma integrada com API aberta e inteligência artificial. O objetivo é automatizar reativação, segmentar clientes VIPs e identificar padrões de consumo, fortalecendo relacionamento antes da venda.

Outra orientação é instituir um serviço interno de encantamento ao cliente, com acompanhamento pós-atendimento para medir satisfação e transformar essa percepção em indicadores operacionais, incluindo um possível NPS por unidade.

A estratégia de expansão também passa pela simplificação do processo de agendamento e pela melhoria na acessibilidade para localizar a unidade mais próxima. Pequenos ajustes na experiência digital podem impactar significativamente a conversão.

Conclui-se que o potencial de crescimento depende da profissionalização de retenção, treinamento e experiência do cliente. Segundo a análise, ajustes bem implementados podem impulsionar faturamento, ampliar a rede e sustentar a cultura da marca.

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