Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Panamá taxará 15% sobre empresas de fachada usadas por estrangeiros ricos

Panamá institui imposto de 15% para empresas sem atividades no país, restringindo empresas-fachada usadas por estrangeiros ricos e aiming à melhora de reputação.

Cidade do Panamá: país da América Central ganhou reputação, na última década, de paraíso fiscal. (Foto:Susana Gonzalez/Bloomberg)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Panamá aprovou e o presidente Raul Mulino sancionou uma taxação de 15% para empresas sem atividades domésticas usadas por estrangeiros ricos para ocultar lucros obtidos no exterior.
  • A reforma pretende melhorar a reputação do país e facilitar a saída da União Europeia da sua lista de jurisdições não cooperativas para fins tributários.
  • O ministro da Economia e Finanças, Felipe Chapman, destacou que a medida é o passo mais importante para retirar o Panamá dessa lista.
  • As novas regras exigem que as empresas comprovem escritórios, funcionários e operações comerciais no Panamá para manter a isenção de impostos sobre lucros estrangeiros.
  • A indústria offshore não deve desaparecer, mas pode ficar mais cara, aumentando a demanda por serviços jurídicos e mantendo o país como opção para alguns, segundo especialistas.

O Panamá aprovou uma taxação de 15% para empresas de fachada usadas por estrangeiros ricos para ocultar lucros obtidos no exterior. Companhias sem atividades domésticas passarão a pagar o imposto.

O projeto foi aprovado pelo Congresso panamenho na semana passada e sancionado pelo presidente Raul Mulino, que elogiou os parlamentares pela votação.

A medida busca melhorar a reputação do país, que ficou associado a paraíso fiscal após o escândalo Panama Papers. A UE mantém o Panamá na lista de jurisdições não cooperativas.

A reforma é apontada como essencial para a possível remoção do Panamá dessa lista. O ministro da Economia, Felipe Chapman, ressaltou esse objetivo durante as discussões.

Apesar do aperto, a legislação não destrói a indústria offshore. Empresas podem manter isenção se demonstrarem presença doméstica relevante, como escritórios e funcionários.

Com as novas regras, escritórios, funcionários e operações no Panamá passam a ser requisitos para continuidade do regime de isenção.

A mudança tende a desestimular a criação de empresas de fachada utilizadas apenas para repassar recursos ao exterior, mantendo as oportunidades para empresas com atuação local.

A indústria offshore panamenha envolve muitos escritórios de advocacia que tendem a adaptar serviços à nova exigência de substância econômica. A expectativa é de maior demanda.

O Panamá continua como o único país da América Latina na lista da UE de jurisdições não cooperativas, que reúne 10 membros, entre eles Rússia e Ilhas Virgens.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais