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Petróleo sobe US$ 6 por barril após confrontos entre Irã e EUA

Petróleo sobe mais de US$ 6 por barril após confrontos entre Irã e EUA e avanço de Israel no Líbano; Brent em US$ 97,26 e WTI em US$ 94,11

A alta contrasta com o desempenho de maio. O Brent recuou aproximadamente 19% no mês anterior.
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  • Brent ficou em US$ 97,26 por barril e o WTI em US$ 94,11, com altas de 6,74% e 7,72%, respectivamente, até as 13h16 (horário de Brasília).
  • o movimento ocorreu em meio a confrontos entre Irã e EUA e ao avanço de Israel no Líbano contra o Hezbollah.
  • em maio, o Brent caiu cerca de 19% e o WTI caiu cerca de 17%, a maior queda mensal para ambos desde março de 2020.
  • a alta está ligada à escalada no Oriente Médio e às perspectivas de extensão de cessar-fogo entre Israel e Irã, com discussões sobre desescalada gradual.
  • bancos e mercados seguem atentos ao abastecimento: Goldman Sachs vê risco de queda para US$ 90 o Brent e US$ 83 o WTI no 4º trimestre; Saudán pode reduzir preços para a Ásia em julho devido à demanda fraca.

O petróleo encerrou a segunda-feira em alta acentuada, com o Brent subindo 6,74% e o WTI 7,72%, após confrontos no Oriente Médio entre Irã e EUA e avanços de Israel no Líbano. Brent fechou aos US$ 97,26 o barril e o WTI chegou a US$ 94,11.

A valorização ocorre em meio a tensões regionais que elevam as preocupações com o abastecimento. O movimento coincide com negociações de paz entre Israel e Líbano na semana anterior, que ampliaram a incerteza sobre desdobramentos no curto prazo.

O mês de maio foi de queda para os preços. O Brent recuou cerca de 19% e o WTI caiu em torno de 17%, marcando a maior queda mensal em valores absolutos desde março de 2020, quando a pandemia reduziu a demanda global por energia.

Desdobramentos do front financeiro

A cautela dos investidores persiste diante da possibilidade de extensão do cessar-fogo entre as partes, com Washington sugerindo uma desescalada gradual. O governo americano indicou que pode anunciar um acordo para ampliar o cessar-fogo já neste período.

Empresas e analistas monitoram a situação de oferta, especialmente no Oriente Médio, onde interrupções no fornecimento podem sustentar ou impulsionar os preços. A percepção de risco geopolítico domina o humor do mercado de petróleo.

Mundialmente, ações permaneceram próximas de patamares elevados, apoiadas pela movimentação de ativos de risco. O otimismo com o ritmo de recuperação econômica contrasta com a pressão de custos de energia diante do conflito regional.

O Goldman Sachs avaliou que a demanda fraca por petróleo na China e na Europa representa risco de queda para suas projeções de fim do ano: US$ 90 para o Brent e US$ 83 para o WTI no quarto trimestre. Mesmo assim, choques de oferta no Oriente Médio podem sustentar altas pontuais.

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, indicou que a demora diplomática para encerrar o conflito pode decorrer de três fatores: desconfiança, posições divergentes dos EUA e ataques ao Líbano.

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